ALÉM DO CAOS, A PAZ
Pedir paz num momento conflagrado como este é coisa para quem acredita em utopias. Sim, eu acredito.
E a função do Além do Caos é enxergar o que está atrás desta cortina de desumanidade cortante que nos cerca por todos os cantos.
Creio que o melhor para o nosso país é fazer do nosso jeito, com brasilidade, resiliência, alguma inteligência e muito trabalho. Operar, agir, é preciso. Em todos os sentidos e direções.
Saúde, educação, habitação, segurança alimentar são vitais para todos os 208 milhões de cidadãos da Nação Brasileira.
Porém, só em paz conseguiremos crescer, progredir, refundar a Nação e estabelecer 196 anos depois a sonhada soberania.
E a paz é uma construção coletiva.
A minha avó ensinava que quem semeia vento colhe tempestade. Assim, ninguém se surpreende com atos violentos contra Lula, Boulos, Bolsonaro, nem com as mortes suspeitíssimas de Eduardo Campos, Teori Zavascki, Marisa Letícia.
A tribo da vida pública, deputados, senadores, governadores, não passa de protocolares desagravos, elogios aqui e ali às vítimas. Mas poucas estão realmente comprometidas em pacificar e unificar o Brasil em torno de sua , quase eterna, (re)construção.
7 de outubro, queiramos ou não, é o dia de votar em um projeto novo, de uma visão solidária da vida e da sociedade. Independente de quem seja o seu candidato. Eu acredito em Justiça e entendo que , dentro da nossa visão própria da sociedade temos que julgar não apenas Luis Inácio Lula da Silva, mas também Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Alvaro Dias e todos os demais candidatos.
Mas o único julgamento leal, na democracia, é o da vontade popular, sob a forma de voto universal e jamais com golpes de punhais e tiros de pistola, atentados a aviões, sequestros e outras violências.
Eu espero pelo julgamento de outubro. Mas lastimo , profundamente, que este 6 de setembro vá ficar marcado por mais um ato de bárbarie.
Pra ir ALÉM DO CAOS, precisamos voltar à civilização, onde imperam o diálogo, as leis e o respeito entre todos.
"Amai a Justiça, vós que governais a Terra", livro da Sabedoria
Josiliano de Mello Murbach - Jornalista
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
LIVROS, LIVROS, LIVRES, LIBERDADE
Passei a vida, desde os 5 até hoje, entre livros. E deles vim tirando lições, de amor, de paz, de liberdade.
Sempre acreditei em Justiça. E em paz. Minha luta desde os 8 foi pela volta e consolidação da democracia.
Neste caso me senti vencedor e perdedor 1000 vezes.
Campanha das Diretas, a vitória maior do povo, apesar da derrota formal no Congresso.
Eleição de Tancredo. Vitória. Morte dele. Derrota.
Mandato de Sarney , derrota, das grandes.
Constituinte: Vitória.
Eleições livres de um civil em 1989 : vitória;
Collor, vitória aparente, derrota iminente
Parlmanetarismo 1993, derrota ante as velhas capitanias hereditárias;
Impeachment 1992, Vitória.
FHC 1994, vitória popular;
FHC entreguista, 1995-1998 megaderrota;
FHC 1998, derrota acachapante;
Lula 2002, vitória;
Lula 2006 vitória com ressalvas;
Dilma 2010 vitória da mulher brasileira;
Dilma 2014, vitória do povo;
Impeachment 2016, derrota pra elite retrô;
Todos estes processos passaram, cedo ou tarde, pela Justiça, foram provados pela letra fria da lei e do elitismo nosso de cada dia.
Na grande parte das vezes, o perdedor foi o povo, o sindicato, a população mais pobre.
Claro que algumas conquistas e avanços tiveram que acontecer, pra não parecer aos olhos do Mundo que o Brasil era demasiadamente atrasado. Temos armas e Maria da Penha, Código do consumidor e liberação dos transgênicos. A ambivalência nossa de cada manhã.
LIBERDADE MANIFESTA: O VOTO
Comemorei cada voto que dei , em todas as eleições disponíveis, desde 1985, pois são afirmação da cidadania dos livres. E muitas vezes votei contra os interesses dos patrões, fiz campanha contra o desmonte do Paraná e do Brasil.
Já votei em muitos partidos. (P)MDB, PT, PCdoB, PSDB, PFL,PTB, DEM , PDT. Umas tantas vezes tentei sobrepor a coerência, a ideologia, ao momento, pois é preferível apoiar uma causa justa, um "perdedor" valoroso a um vencedor covarde e traidor do interesse maior da sociedade.
Aliás, perdi a conta das vezes que votei em alguém que mudou de partido, discurso e conveniência, não consultando nada nem ninguém além de seus interesses pessoais, empresariais e políticos. Comparado a um político de carreira eu mudei pouco. Continuo acreditando em soberania popular, liberdade , independência e na força indescritível da nação brasileira.
Tenho orgulho de contar que, enquanto o deputado para o qual trabalhava aprovava a venda da Copel eu estava no caminhão do PCdoB, discursando contra esta grave lesão ao patrimônio de todos os paranaenses. Aliás, 93% dos paranaenses eram contrários e não foram ouvidos pelo Governo de plantão.
Os melhores livros que li, falam de homens livres, em busca de grandes conquistas, de conhecimento, de paz, amor e liberdade. O Pequeno Príncipe viaja o Universo todo, dele e dos outros, Fernão quer voar como Ícaro. Da Bíblia tiramos todos os melhores piores exemplos de nossa humanidade. E da Mitologia a explicação de nossas tramas e de nossos traumas.
Tenho orgulho de estar "do lado certo da História", o lado dos fracos, dos oprimidos, contra os fascistas e preconceituosos, pois o país livre pelo qual luto, é completamente plural e tem, sim, que estar na vanguarda da liberdade, da inclusão, pois não faz sentido , nem na vida, nem nos livros, a maior nação negra fora da Àfrica, japonesa fora do Japão, alemã fora da Alemanha, italiana fora da Itália, praticar a exclusão de quem quer que seja.
Passei a vida, desde os 5 até hoje, entre livros. E deles vim tirando lições, de amor, de paz, de liberdade.
Sempre acreditei em Justiça. E em paz. Minha luta desde os 8 foi pela volta e consolidação da democracia.
Neste caso me senti vencedor e perdedor 1000 vezes.
Campanha das Diretas, a vitória maior do povo, apesar da derrota formal no Congresso.
Eleição de Tancredo. Vitória. Morte dele. Derrota.
Mandato de Sarney , derrota, das grandes.
Constituinte: Vitória.
Eleições livres de um civil em 1989 : vitória;
Collor, vitória aparente, derrota iminente
Parlmanetarismo 1993, derrota ante as velhas capitanias hereditárias;
Impeachment 1992, Vitória.
FHC 1994, vitória popular;
FHC entreguista, 1995-1998 megaderrota;
FHC 1998, derrota acachapante;
Lula 2002, vitória;
Lula 2006 vitória com ressalvas;
Dilma 2010 vitória da mulher brasileira;
Dilma 2014, vitória do povo;
Impeachment 2016, derrota pra elite retrô;
Todos estes processos passaram, cedo ou tarde, pela Justiça, foram provados pela letra fria da lei e do elitismo nosso de cada dia.
Na grande parte das vezes, o perdedor foi o povo, o sindicato, a população mais pobre.
Claro que algumas conquistas e avanços tiveram que acontecer, pra não parecer aos olhos do Mundo que o Brasil era demasiadamente atrasado. Temos armas e Maria da Penha, Código do consumidor e liberação dos transgênicos. A ambivalência nossa de cada manhã.
LIBERDADE MANIFESTA: O VOTO
Comemorei cada voto que dei , em todas as eleições disponíveis, desde 1985, pois são afirmação da cidadania dos livres. E muitas vezes votei contra os interesses dos patrões, fiz campanha contra o desmonte do Paraná e do Brasil.
Já votei em muitos partidos. (P)MDB, PT, PCdoB, PSDB, PFL,PTB, DEM , PDT. Umas tantas vezes tentei sobrepor a coerência, a ideologia, ao momento, pois é preferível apoiar uma causa justa, um "perdedor" valoroso a um vencedor covarde e traidor do interesse maior da sociedade.
Aliás, perdi a conta das vezes que votei em alguém que mudou de partido, discurso e conveniência, não consultando nada nem ninguém além de seus interesses pessoais, empresariais e políticos. Comparado a um político de carreira eu mudei pouco. Continuo acreditando em soberania popular, liberdade , independência e na força indescritível da nação brasileira.
Tenho orgulho de contar que, enquanto o deputado para o qual trabalhava aprovava a venda da Copel eu estava no caminhão do PCdoB, discursando contra esta grave lesão ao patrimônio de todos os paranaenses. Aliás, 93% dos paranaenses eram contrários e não foram ouvidos pelo Governo de plantão.
Os melhores livros que li, falam de homens livres, em busca de grandes conquistas, de conhecimento, de paz, amor e liberdade. O Pequeno Príncipe viaja o Universo todo, dele e dos outros, Fernão quer voar como Ícaro. Da Bíblia tiramos todos os melhores piores exemplos de nossa humanidade. E da Mitologia a explicação de nossas tramas e de nossos traumas.
Tenho orgulho de estar "do lado certo da História", o lado dos fracos, dos oprimidos, contra os fascistas e preconceituosos, pois o país livre pelo qual luto, é completamente plural e tem, sim, que estar na vanguarda da liberdade, da inclusão, pois não faz sentido , nem na vida, nem nos livros, a maior nação negra fora da Àfrica, japonesa fora do Japão, alemã fora da Alemanha, italiana fora da Itália, praticar a exclusão de quem quer que seja.
QUE TIME É ESTE?
18 de abril de 2014 via Facebook
QUE TIME É ESTE
A tal morte tem se esmerado nos últimos seis meses. Colheu muita gente linda . Olhando rapidamente Giuliano Gemma, Norma Benguell, Karlos Rischbieter, Paulinho Tapajós, Maurício Azedo, Lou Reed se foram em outubro; Jorge Dória e Nilton Santos em novembro; Mandela, Fauzi Arap , Reginaldo Rossi e Kalashnikov morreram em dezembro de 2013.
E o ano atual começou igualmente fatal pra ...arte, cultura, política, esportes. Cláudio Abaddo, Nelson Ned, Eusébio, Ariel Sharon morreram em janeiro de 2014; Santiago Andrade, Shirley Temple, Paco de Lúcia e minha mãe Alba de Mello Murbach em fevereiro. Alan Resnais, Paulo Goulart , Bellini, em março. José Wilker em abril. Agora Gabriel Garcia Marquez. O time do céu tá ficando muito forte. Gente genial, apaixonada, forte, intensa.
Aí você me pergunta. Sua mãe era artista? Sim, poeta, educadora, amiga, artesã. Bordava, fazia crochê, tricô, costurava magistralmente. Ensinava a arte de viver, de ser forte, intenso, verdadeiro.
Não engolia desaforo como Sharon. Era excelente como Paco, crítica como Wilker, campeã como Eusébio, Bellini, Nilton Santos;
Apaixonada por música, teatro, TV, bons livros, belos filmes.
Mas a conexão mais dura e mais bela, pela persistência dos dois em lutar pela vida foi com Mandela. Em maio/junho do ano passado os dois foram internados, passaram um tempo imenso hospitalizados e resistiram. O tempo fluiu. Ele se foi em dezembro, ela em fevereiro, levando suas fortalezas pra longe dos nossos olhares curiosos.
A filha de Santiago Andrade disse que com ele o céu ganhou um pai. Bom, com Alba de Mello Murbach o infinito ganhou uma mãe. No final, sem alarde, o amor é campeão.
A tal morte tem se esmerado nos últimos seis meses. Colheu muita gente linda . Olhando rapidamente Giuliano Gemma, Norma Benguell, Karlos Rischbieter, Paulinho Tapajós, Maurício Azedo, Lou Reed se foram em outubro; Jorge Dória e Nilton Santos em novembro; Mandela, Fauzi Arap , Reginaldo Rossi e Kalashnikov morreram em dezembro de 2013.
E o ano atual começou igualmente fatal pra ...arte, cultura, política, esportes. Cláudio Abaddo, Nelson Ned, Eusébio, Ariel Sharon morreram em janeiro de 2014; Santiago Andrade, Shirley Temple, Paco de Lúcia e minha mãe Alba de Mello Murbach em fevereiro. Alan Resnais, Paulo Goulart , Bellini, em março. José Wilker em abril. Agora Gabriel Garcia Marquez. O time do céu tá ficando muito forte. Gente genial, apaixonada, forte, intensa.
Aí você me pergunta. Sua mãe era artista? Sim, poeta, educadora, amiga, artesã. Bordava, fazia crochê, tricô, costurava magistralmente. Ensinava a arte de viver, de ser forte, intenso, verdadeiro.
Não engolia desaforo como Sharon. Era excelente como Paco, crítica como Wilker, campeã como Eusébio, Bellini, Nilton Santos;
Apaixonada por música, teatro, TV, bons livros, belos filmes.
Mas a conexão mais dura e mais bela, pela persistência dos dois em lutar pela vida foi com Mandela. Em maio/junho do ano passado os dois foram internados, passaram um tempo imenso hospitalizados e resistiram. O tempo fluiu. Ele se foi em dezembro, ela em fevereiro, levando suas fortalezas pra longe dos nossos olhares curiosos.
A filha de Santiago Andrade disse que com ele o céu ganhou um pai. Bom, com Alba de Mello Murbach o infinito ganhou uma mãe. No final, sem alarde, o amor é campeão.
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