quinta-feira, 6 de setembro de 2018

LIVROS, LIVROS, LIVRES, LIBERDADE

Passei a vida, desde os 5 até hoje, entre livros. E deles vim tirando lições, de amor, de paz, de liberdade.

Sempre acreditei em Justiça. E em paz. Minha luta desde os 8 foi pela volta e consolidação da democracia.
Neste caso me senti vencedor e perdedor 1000 vezes. 

Campanha das Diretas, a vitória maior do povo, apesar da derrota formal  no Congresso.
Eleição de Tancredo. Vitória.  Morte dele. Derrota. 
Mandato de Sarney , derrota, das grandes. 
Constituinte: Vitória.
Eleições livres de um civil em 1989 : vitória;
Collor, vitória aparente, derrota iminente
Parlmanetarismo 1993, derrota ante as velhas capitanias hereditárias;
Impeachment 1992, Vitória.
FHC 1994, vitória popular; 
FHC entreguista, 1995-1998  megaderrota; 
FHC 1998, derrota acachapante; 
Lula 2002, vitória;
Lula 2006 vitória com ressalvas; 
Dilma 2010 vitória da mulher brasileira;
Dilma 2014, vitória do povo;
Impeachment 2016, derrota pra elite retrô;

Todos estes processos passaram, cedo ou tarde, pela Justiça, foram provados pela letra fria da lei e do elitismo nosso de cada dia.
Na grande parte das vezes, o perdedor foi o povo, o sindicato, a população mais pobre.
Claro que algumas conquistas e avanços tiveram que acontecer, pra não parecer aos olhos do Mundo que o Brasil era demasiadamente atrasado. Temos armas e Maria da Penha, Código do consumidor e liberação dos transgênicos. A ambivalência nossa de cada manhã.

LIBERDADE MANIFESTA: O VOTO
Comemorei cada voto que dei , em todas as eleições disponíveis, desde 1985, pois são afirmação da cidadania dos livres. E muitas vezes votei contra os interesses dos patrões, fiz campanha contra o desmonte do Paraná e do Brasil. 

Já votei em muitos partidos. (P)MDB, PT, PCdoB, PSDB, PFL,PTB, DEM , PDT. Umas tantas vezes tentei sobrepor a coerência, a ideologia, ao momento, pois é preferível apoiar uma causa justa, um "perdedor" valoroso a um vencedor covarde e traidor do interesse maior da sociedade. 

Aliás, perdi a conta das vezes que votei em alguém que mudou de partido, discurso e conveniência, não consultando nada nem ninguém além de seus interesses pessoais, empresariais e políticos. Comparado a um político de carreira eu mudei pouco. Continuo acreditando em soberania popular, liberdade , independência e na força indescritível da nação brasileira.   

Tenho orgulho de contar que, enquanto o deputado para o qual trabalhava aprovava a venda da Copel eu estava no caminhão do PCdoB, discursando contra esta grave lesão  ao patrimônio de todos os paranaenses. Aliás, 93% dos paranaenses eram contrários e não foram ouvidos pelo Governo de plantão.

Os melhores livros que li, falam de homens livres, em busca de grandes conquistas, de conhecimento, de paz, amor e liberdade.  O Pequeno Príncipe viaja o Universo todo, dele e dos outros, Fernão quer voar como Ícaro. Da Bíblia tiramos todos os melhores piores exemplos de nossa humanidade. E da Mitologia a explicação de nossas tramas e de nossos traumas. 

Tenho orgulho de estar "do lado certo da História", o lado dos fracos, dos oprimidos, contra os fascistas e preconceituosos, pois o país livre pelo qual luto, é completamente plural e tem, sim, que estar na vanguarda da liberdade, da inclusão, pois não faz sentido , nem na vida, nem nos livros, a maior nação negra fora da Àfrica, japonesa fora do Japão, alemã fora da Alemanha, italiana fora da Itália, praticar a exclusão de quem quer que seja.

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