Normalmente quando pegamos uma "fila daquelas", não encontramos um endereço, desencontramos de uma pessoa com quem queríamos conversar a nossa tendência é praguejar e maldizer.
As expressões ficam de um negativismo doloroso. Os palavrões parecem inevitáveis e os passos a mais que damos um fardo pesadíssimo.
Aí é que tá.
Muitas vezes este probleminhas evitam que soframos grandes prejuízos pessoais, emocionais, físicos até.
Histórias sobre isto eu teria muitas.
Do amigo que eu não via há 3 anos e reencontrei na saída de um banco onde fiquei preso numa fila.
Da desconhecida que me deu o endereço de um especialista em problemas pulmonares.
Do acidente de carro que não aconteceu por causa de um diálogo estranho com meu pai.
Este é o nosso carma coletivo.
Buscamos dinheiro, prestígio, poder, conforto, reconhecimento, mas não remuneramos, prestigiamos, empoderamos, confortamos ou reconhecemos as pessoas.
Sim, as pessoas. São elas que vão nos dar tudo que teremos amanhã. Seja com amizade, com a indicação para um novo trabalho, a paciência de nos ouvir nos maus momentos, a capacidade de nos dar amor quando deixamos de acreditar na voz do coração.
Assim, quando problemas vierem, quando desencontros ocorrerem, procure olhar o que acontece logo depois.
Olhe firme para o tabuleiro de xadrez em que estava, para os 10 acontecimentos que vieram a seguir.
Tente lembrar quem você encontrou, quem ajudou, quem cruzou o seu caminho.
Você vai dar um lindo sorriso. E depois me dizer que foi Deus, o destino, o acaso.
Eu acredito na primeira hipótese.
Você pode crer nas outras.
Mas saiba que, para além da rotina, do medo, da dor, há lindos momentos, memórias inesquecíveis e anjos à sua volta, guardando sua vida de perigos que você jamais conhecerá.
JOSILIANO DE MELLO MURBACH
Nenhum comentário:
Postar um comentário