quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

LEMBRANÇAS DO COMÍCIO DAS DIRETAS, 12 DE JANEIRO DE 1984, CURITIBA...

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 24 de fevereiro de 2014 · via Facebook
 
LEMBRANÇAS DO COMÍCIO DAS DIRETAS, 12 DE JANEIRO DE 1984, CURITIBA...
Eu estava lá, bem na esquina . Fiquei na entre a primeira e a segunda janelas do Edifício Garcez, uns 5 metros da ponta do palanque. A maior parte do tempo estive junto com meu pai, André .
Tinha acabado de fazer vestibular pra Jornalismo na UFPR um dia antes .Cheguei as 17:15. O pai 17:30. Tava agoniado pra ouvir aquelas ...pessoas. Com pasta do cursinho pesando embaixo do braço. Queria voltar em casa antes do comício, meu pai não deixou. Olhou pra mim e disse ""Filho este momento é histórico, então o senhor trate de ficar aqui e aguentar firme. Vai valer a pena".
Aqui entre nós foi a primeira vez que me chamou de senhor. Este momento foi muito especial. Neste comício eu cantei, falei e gritei tanto que no final a voz não saía.
Dias atrás vi imagens de Narciso Assunção para a Band(um dos primeiros repórteres negros da TV brasileira) .
Francamente amei estas imagens. E ele entrevistou Franco Montoro, Ulysses e o José Richa, com aquele jeito franco e amistoso
E ver o grande Narciso Assunção, um dos primeiros repórteres negros da TV brasileira foi mágico .
O palanque era peso pesado. Tinha Franco Montoro, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Alvaro Dias, João Elísio, Osmar Santos, Rute Escobar.
A trilha era de primeira. As letras do Milton Nascimento (coração de estudante, bailes da vida) estavam na ponta da língua. O comício todo meu pai botou pilha: grita mais alto. Esse já tá fraco.(Cada um que ia ao palanque puxava o grito "nós queremos diretas...e o povo todo completava JÁAAAAA.). Era o esforço nosso pela democracia, dar voz pros anseios de quem estava e de quem não estava na "menor avenida do mundo" naquela tarde-noite. 38 metros de largura por uns 110 de comprimento- mas a plateia invadia Ébano Pereira, Oliveira Belo e seguia até a Dr. Muricy.Tudo em paz, de cara limpa. Com a devida coragem de lutar limpamente pela democracia.
Naquela noite não me senti só. Foi identidade pura. As cidades onde nasci, Marialva, onde me criei Pitanga,estavam presentes, meus amigos do grupo de jovens, colegas de Colégio, pessoas de quem eu era fã, grandes comunicadores externavam, a cada segundo o sentimento de todo um país. E sem ser excessivamente patriota"tudo começou aqui". Sem Curitiba(cidade teste) não seria possível São Paulo, nem qualquer outra mobilização. Quando a onda cresceu aqui, um lugar frio e conservador, ficou claro pro Brasil que não era uma questão partidária, mas uma causa nacional e que o povo unido não seria vencido nunca mais.

EXCESSOS

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 7 de janeiro Via Facebook
EXCESSOS
A atividade jornalística presume inteligência, moderação, respeito pelo alteridade, mas, acima e além de tudo, plena liberdade de expressão.
Pode-se discordar ou concordar do que a Imprensa diz, mas é importante que ela diga sempre, que expresse todos(eu disse todos) os sentimentos presentes em uma sociedade.
Não acho apropriado, em países plurais, que uma corrente se julgue no direito de... oprimir as minorias pela via midiática, mas também não creio que a melhor reação sejam fátuas e atentados.
A morte de 12 jornalistas do Charles Hebdo, jornal feito por cartunistas, na França, sinaliza uma série de coisas ruins: o desrespeito pela arte, pela opinião, a prevalência da violência e do medo, mas, por outro lado, a dificuldade que temos de respeitar limites culturais e políticos extremos.
Acho que temos sim, que falar de Maomé, dos muçulmanos, mas temos, antes de dessacralizar sua cultura, sua tradição e sua fé, conhecer profundamente os valores do Islã.
Os adeptos da teoria americana de que "é preciso quebrar o moral dos insurgentes, de todas as formas" devem achar que Charlie  Hebdo acertou sempre, os radicais islâmicos podem estar comemorando mais um atentado de sucesso. Nenhuma das partes restituirá a vida dos jornalistas mortos, nem seu talento, sua criatividade, sua combatividade.
Pessoalmente defendo a vida, a liberdade, a diplomacia como solução entre partes em conflito, mas creio que a França poderá ser, por ter uma enorme população muçulmana, o teatro de uma guerra surda entre os valores do Ocidente e do Oriente Médio.
No fim Deus é o mesmo(chamem-no de Deus, Javé, Alá) e como ama a humanidade está triste com mais esta loucura em seu nome. Vivi pra ver muitas coisas e ainda espero assistir uma distensão entre cristãos e muçulmanos.
Pode ser que não haja uma paz definitiva entre eles, mas é preciso, ao menos, que se respeitem as instituições que buscam um mundo melhor, como a Imprensa, a Cruz Vermelha, os Médicos sem Fronteiras e todas que se dedicam à arte.
Que a vida dos jornalistas do Charlie  Hebdo não tenha sido em vão e que sua morte possa nos inspirar ao diálogo e à construção de um novo tempo.
JOSILIANO DE MELLO MURBACH, jornalista

O ELO PERDIDO? (ou meu reino por uma reunião de pauta agora)

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 20 de janeiro Via Facebook
O ELO PERDIDO?
Não, não é o macaco Rhesus(o do fator RH), nem o gorila branco, nem Neanderthal, Homem de Java, tampouco PC Farias . o que reúne toda miséria humana, até que PFe-se em contrário é Alberto Youssef.
Senão vejamos... falcatruas no Banestado(lavagem de dinheiro) ELE ESTAVA LÁ, escândalo da prefeitura de Maringá(Gianotto/Paolicchi) ELE ESTAVA LÁ....jatinho pro Alvaro Dias ELE ESTAVA LÁ.......esquemas do PP(do Maluf) com a Administração Federal ELE ESTAVA LÁ...escândalo da Petrobrás ELE ESTAVA LÁ...jatinho pro André Vargas ELE ESTAVA LÁ....corretora ligada ao PCC ELE ESTAVA LÁ...importadora (de armas) para o narcotráfico ELE ESTAVA LÁ....obras de arte caríssimas apreendidas na Lava Jato ELE ESTAVA LÁ ... esquemas off shore em vários países ELE ESTAVA LÁ... pagamentos de propinas a políticos ELE ESTAVA LÁ...750 obras públicas sob suspeita ELE ESTAVA LÁ ... e tinha um elo com MARCOS VALÉRIO...do Mensalão Mineiro , do Mensalão nacional ....
Com tantas pontas achadas cabe perguntar se....
....o jatinho de Eduardo Campos pertenceu a Alberto Youssef?
---Ele fez negócios com o Governo de Minas Gerais?
---Quem foram os passageiros ilustres do jatinho?
....Até onde vai a ligação dele com o Banestado e qual a influência disso na falência do banco?
...Youssef é o chefe ou apenas o capataz dos corruptos da República?
Seja como for os jornalistas investigativos devem ir atrás das pistas(lembrando que crimes civis prescrevem, mas prejuízos políticos são eternos), que devem remontar a algo como 1994/1995, a partir da posse de José Janene(um dos homens fortes do PP) na Câmara Federal. Só to dando uma receita...fazer o bolo é com os grandes chefs.

4.8 COM CORPINHO DE 15

PRA QUEM SABE DO QUE AS MULHERES GOSTAM
Sim , mulheres adoram elogios. Elas querem ser amadas, ter atenção, um cara forte ao lado, mas reconhecimento é tudo.
Então, quem entrou num vestido de baliza(que usava aos 15, aos 48) sem dificuldade e sem medo merece um Mastercard ilimitado, porque estar em forma não tem preço...ah, sem botox, enchimentos, silicones e lipos....

13/12/2014 UM DIA MAIS QUE ESPECIAL

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 13 de dezembro de 2014 · Editado VIA FACEBOOK
Bom meu caro Rodrigo Murbach falei com tanta gente linda, forte e talentosa hoje que adoraria que tivesse estado comigo nas agendas .
O dia 13 de dezembro de 2014 foi mais que especial.
Vencemos no futebol por 19 a 8.
Depois política e música. Primeiro os militantes da política universitária, os caras que botaram o esqueleto e a biografia a tapa para conquistar liberdades que você hoje usufrui....
Professores, médicos, advogados, jornalistas de todos os cantos que acabaram, cada um com seu esforço permitindo que nós tivéssemos não só eleições livres, liberdade de opinião, Imprensa e expressão, reunidos pra festejar o reinício da UPE, o aniversário do Kiko França, o reencontro de amigos do meio bancário, sindical. Sem esse povo não teríamos eleições livres e democráticas,
inclusão dos deficientes, legislação contra o preconceito em todas as suas formas e outras tantas conquistas.
E na mesma cidade uma justíssima homenagem ao Maestro Max, pelos 33 anos do título nacional da Fanfarra do CPMPR
Lembrei muito da vó Alba, pois falamos muito de música e talento hoje....os dois, cada um a seu modo, fizeram da música um grande instrumento de inclusão social, desenvolvimento humano, um modo de aflorar talentos e capacidades.
Como eu disse horas atrás, até 1981 Éramos alunos de um bom colégio de Curitiba, mas com a vitória da Fanfarra, depois Banda Marcial do CPMPR, fizemos história e nos situamos entre as grandes instituições de ensino do Brasil.
o Max tá na ativa e muitos dos grandes amigos que fiz nos tempos do CPM...você e teu pai herdaram o dom de tocar instrumentos e fazer música....então, espero que os sons que você fizer traduzam os teus melhores sentimentos.
Se eu tivesse o dom adoraria, um dia, daqui 20 anos, fazer parte dos Les Enfoirés, ou de outra iniciativa de músicos pra fazer o bem.
Espero que você continue exercendo o teu talento musical piá, pois ele é uma das tuas maiores qualidades.
E já que você pensa em ir pra Europa eu adoraria ver você daqui 20 anos, seja tocando numa TV Francesa pros Restaurantes do Coração, ou numa iniciativa bem brasileira, em prol da sociedade, com a qual você demonstra seguidamente se importar.
Ouvi muitas coisas lindas hoje e creio que elas vão virar alguma poesia em algum momento, pois foi muito bom sentir que os motivos que me levaram ao meu caminho me fizeram encontrar tanta gente linda, livre, talentosa. Filósofos doutores na arte de viver, ´lutar por boas causas e fazer o bem.

BATIZEI, CRISMEI!

BATIZEI, CRISMEI
Quando a gente era criança e tinha tênis novo, especialmente se fosse branco, vinha um colega e tirava o lacre do brinquedo. O primeiro passava e pisava no seu pé e dizia "batizei" e o seguinte, sempre tinha um segundo espírito de porco pisava no outro pé e dizia "crismei".
Assim tá a nossa eleição. Quando um candidato identifica um defeito em si mesmo(tipo o Aécio que quis explorar politicamente a Copa) ele carimba isto na testa dos adversários.
E o troco vem de Dilma, Campos, Pastor Everaldo na mesma moeda. Eles olham pra dentro, veem as próprias fraquezas e picham no adversário.
Agora vai ter batizado e crisma até a oktoberfest, que aliás, começou ontem em Berlim.

A COPA DAS COPAS

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 13 de julho de 2014 Via Facebook
RESUMO DA COPA
Organização; 10,00 pro Brasil;
Entrega: 10,00 pros Voluntários da Fifa(do mundo todo);
Garra: 10,00 pro Uruguai;
Beleza: 10,00 pra mulher brasileira;
Gols: 171,que número, o maior , igualamos a França;
Jogadores: Neuer, David, Lahm, Pogba, Gotze, Messi, Cristiano Ronaldo, Robben, Muller, Neymar, Casillas, Iniesta, Balotelli, James Rodriguez, Marcelo, Navas, Howard, Aguero, Lavezzi,... Higuain, Suarez, Van Persie, Ozil e tantos outros dando show.
Revelação: Costa Rica, o exoesqueleto do professor Nicolellis;
Música Carlinhos Brown, Ivete, Cláudia Leitte, Alexandre Pires, J Lo, Shakira, Santana e Pit Bull;
Estádios:10,00 bonitos, fotogênicos, próprios para o melhor futebol do mundo;
Nota triste: a idéia idiota de que futebol é esporte de contato virou pretexto pra penalidades não marcadas, agressões gratuitas e ausência de craques em campo;
Política: 10,00 grandes líderes(reis da Holanda, da Bélgica, príncipe Harry, Angela Merkel, Vladimir Putin);
Economia: circulação de bilhões por todo o Brasil
Internacional: interação com a América Latina, invasão argentina, colombiana; levas enormes de alemães, holandeses, americanos, japoneses; 203 nacionalidades entrando no Brasil.
Cultura: Belas Fan Fest's;bailes à fantasia nos estádios,
5º Costa Rica , de Navas e Campbell;
4º Brasil: sem Neymar.
3º Holanda: de Robben, Van Persie, Krul.
2º Argentina, de Messi
1º, um time focado em ordem(e progresso) ,mister simpatia, melhor time, melhor ataque e , incrível, a melhor seleção da Copa: Alemanha, de Gotze, Muller, Klose,Neuer, Ozil e mais 18 carregadores de pianos.
Resumindo: fizemos o melhor mundial, a Copa das Copas, vencemos fora de campo, demos show dentro, abrimos portas e corações a todas as nações.
Tudo transcorreu em paz, com uma alegria que só poderia ser nossa.
Sim, pra mim que estive na Arena da Baixada, como voluntário, pras crianças, pros novos amigos e pra turma "de sempre", será inesquecível.
No meu resumo emocional> Pena, não vencemos na bola, mas somos, enfim, referência de organização, realização, paixão, alegria e esperança.E ganhamos, como ganhamos perante o mundo todo.
Pode ser que questionemos nossas derrotas nos dois jogos finais, por décadas, mas, agora o Mundo todo sabe que, apesar do nosso amadorismo, dos nossos problemas políticos e sociais, há um país grande, de uma gente bronzeada, valorosa, trabalhadora e acolhedora. E sempre pronta a receber de braços abertos todo o Mundo, hoje e sempre.

ABSTRAÇÃO

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 12 de julho de 2014 via Facebook
ABSTRAÇÃO
Foi duro encontrar um processo mental pra tentar sublimar a dor da derrota de 7 a 1 pra alemã. Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...e dane-se quem não gosta desta música.
Derrotas nunca me machucaram(corinthiano, maloqueiro, sofredor) , sou penta brasileiro, bi mundial, libertado em 4 de julho. E nada mais nacional que a República Popular do Corinthians.
Mas voltando ao... nosso objeto de pesar coletivo quero dizer que o resultado não foi 7 a 1. O jogo em si foi 3 a 1. O apagão de 5, 6 minutos, foi 4 a 0.
Não gosto de culpar pessoas, nem quero corroborar teorias de conspiração, mas pra mim pesou o fato de um atual e outro ex-jogador do Bayern estarem em campo contra 8 companheiros. Os defeitos ficaram evidentes bem rápido.
Isto explica, mas não justifica, diria o bom tenente Antônio Carlos de Paula Ribas, mas explicar é preciso.
Também podemos falar de inação do Felipão.
Se eu fosse o técnico o Paulinho tava em campo desde o início, ou teria entrado logo na saída de bola após o segundo gol. O famoso tempo pra respirar.
Mas o que passou, passou. Fomos derrotados como nação e pessoalmente. Só falta nossa derrota como continente,dando à Europa uma hegemonia nunca antes vista.
Poderia bater no peito, falar que tenho um monte de sangue alemão, mas sei que é meia verdade, pois grande parte da família veio de Áustria, Hungria, Suíça, Polônia, Rússia. Podiam falar alemão, mas dezenas de famílias dentro da ascendência eram judias do Leste Europeu.
Também não posso esconder que do outro lado sou português, francês, espanhol e que isto também conta.
Mas o que conta de verdade é que nasci no Brasil, de pais brasileiros, paranaenses, que sempre honraram a nossa bandeira, o nosso hino e que pregaram a liberdade, defenderam a democracia, confrontaram os poderosos. Eu falto português, eu penso em paranaense e adoro sotaque paulista,mineiro, goiano, pernambucano, cearense, baiano, gaúcho, caipira.
Por tudo isso, além do fato de ter dezenas de amigos latinos, opto pela Argentina. Acredito que, na ausência de Neymar esta é a copa de Messi. Depois dele é de Robben, de Navas, de James Rodriguez, de Valdívia, de Howard e nesta Copa(das Copas),as Américas (do Norte, Central e do Sul) souberam ser grandes.
A goleada alemã pode nos inspirar aquele sentimento de "já que perdemos, que seja para o campeão", mas o antes e o depois dos 4 gols em sequência mostram um jogo comum.
Como disse, o jogo foi 3 a 1. O Brasil poderia ter feito 3 ou 4, especialmente no início do segundo tempo. E o placar real poderia chegar a um 7 a 3 ou 8 a 5. Agora não importa.
O que importa é que, após abstrair as circunstâncias, embeiçar a derrota, gritar uns palavrões pras paredes, xingar juízes, protestar contra a CBF, a Fifa, voltemos a nós mesmos e continuemos a fazer o que fizemos melhor nesta Copa: cantar o hino à capela, abraçar outros brasileiros, receber muito mais estrangeiros, abrir o coração às nações amigas, fazer piada da derrota e celebrar novas vitórias, pois elas vem e serão belas.
Isto não quer dizer que eu queira a continuação da atual Seleção, Tirando Neymar, David, Paulinho, Bernard e Thiago os demais podem ser dispensados e só voltar quando forem jogadores com um sentimento de brasilidade que ainda não tem.
Bom, eu treinador abriria 18 vagas no selecionado e chamaria 13 caras que joguem no Brasil, pois ficou provada da falta de vínculo e patriotismo da maioria dos que jogam lá fora.
Claro que tudo o que digo tem prazo de validade, pois vencida uma Copa em 2018 todo técnico vira gênio e qualquer jogador se torna peça imprescindível, mas muito mais urgente que a autoestima deles é recuperar a fé do nosso povo na grande paixão nacional: o futebol-arte.

OPORTUNISTAS E DESPREPARADOS

QUEM É BRASILEIRO E AMA ESTE PAÍS ESTÁ TRISTE.
AGORA VEM OS APROVEITADORES QUERER GANHAR
POLITICAMENTE COM A SITUAÇÃO.
PESSOALMENTE ME RECUSO A VOTAR EM ALGUÉM
ANTICOPA, ANTIBRASIL, ALGUÉM QUE ACHE QUE HOJE
FOI BOM.
ALIÁS, DE HOJE EM DIANTE TAMBÉM NÃO QUERO MAIS SABER DE POLÍTICA BRASILEIRA.
SE NA BOLA OS CARAS SÃO RUINS, NA DISPUTA POR
PODER ELES CONSEGUEM SER AINDA PIORES.
ESPERO QUE SAIA ALGO ...DE BOM LÁ NA FRENTE,
MAS TENHO CLAREZA DE QUE OPORTUNISTAS E
DESPREPARADOS, ESTÚPIDOS E ESPERTALHÕES VÃO
DAR O TOM DESTA CAMPANHA.

VOLTA AO MUNDO

QUANDO A GENTE SE SENTE MORTO POR DENTRO SÓ UMA DOSE CAVALAR DE VIDA PRA NOS LIBERTAR
ESTA COPA COM INDIANOS, FILIPINOS, COLOMBIANOS, GANENSES, ARGELINOS, RUSSOS, AMERICANOS, EQUATORIANOS, PORTO-RIQUENHOS, HONDURENHOS, POLONESES, MEXICANOS, ARGENTINOS, SUL-AFRICANOS, BRASILEIROS, ESPANHÓIS, AUSTRALIANOS, PERUANOS, CHINESES, ALEMÃES, ME PERMITIU UMA INÉDITA VOLTA AO MUNDO
O INGLÊS QUE EU NÃO PRATIC...AVA, O FRANCÊS QUE EU POUCO OUVIA, O ESPANHOL DA AMÉRICA LATINA E TAMBÉM OS TANTOS SOTAQUES BRASILEIROS TOMARAM A MINHA VIDA DE 16 A 26 DE JUNHO, PARA CENTENAS DE APRENDIZADOS.
VI COXAS, ATLETICANOS, PARANISTAS, CORINTHIANOS, PALMEIRENSES, SANTISTAS, BOTAFOGUENSES, FLAMENGUISTAS, TUBARÕES E GALOS, LEÕES E TIGRES APROVEITANDO EM PAZ JOGOS LINDOS
E O SOM DA ARENA DA BAIXADA VAI FICAR NA ALMA.

SAMBA E EXALTAÇÃO

SAMBA E EXALTAÇÃO
O samba é uma das belas formas de brasilidade. Quem não o tem no pé ou na alma não entende o poder de caixas, taróis, atabaques, cavaquinhos e tantans.
A batida seca do surdo de primeira da Mangueira é única, com ou sem paradona.
E é neste ritmo que levamos a vida, excintantemente, até encontrarmos nossos limites;
Depois vem a dor dos dias, a falta de pessoas, a morte do amor-pr...óprio e vamos nos mascarando pra viver.
Eu ouço samba, danço samba e amo a alma brasileira.
Como eu disse ao amigo Arno Jr. horas atrás, não entendo como não sei ao menos um pouco de alemão.
Por outro lado tenho clareza de que o português exprime grandemente as minhas emoções.
Mas não dispenso a alegria, a motivação e o prazer que me dá ouvir o colombiano Andrés, o sotaque peruano de Luz, nem de ver o olhar feliz da suiça Mirjan que falando em inglês relata conhecer a região dos meus avós, Gachlingen, em Schaffhausen, norte da Suiça.
E sim, quando minhas emoções correspondem aos meus valores, às minhas paixões eu sofro, eu grito e me exalto.
É a ira santa, tão bem cantada por Fafá de Belém. Nesta exaltação posso ser pouco educado às vezes. Não negocio democracia, liberdade de expressão, de Imprensa; não abro mão de torcer pelo Corinthians e pelo Grêmio Maringá(mesmo na terceirona paranaense).
Mas não me entendam mal os meus faceamigos, pois quem não tem opinião, quem não tem valores, nem causas a defender, nem família pra honrar não está vivo.
E enquanto o Brasil for um país, tiver um hino, uma bandeira, suas seleções, seus diplomatas, cientistas, jornalistas, enfim, cidadãos eu vou ouvir, lá no fundo, o Hino Nacional oficial e seus filhos(Aquarela do Brasil e Pra não dizer que não falei das flores).
E sim, vou discutir, vou por minha nação pra cima, vou contar nossas vitórias, vou cantar junto.
Amanhã, se o hino parar, for editado, vou continuar, vou em frente.Rumo norte, sempre.

ARQUEOLOGIA DO AMOR

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 10 de junho de 2014 Via Facebook
GENEALOGIA
Pesquisa genealógica é complicada. Mas tem suas compensações. E muita similaridade com o Jornalismo. É preciso ir fundo, descobrir as partes, viajar por muitos destinos. E descobrir um festival de nomes que sequer imaginamos que pudessem fazer parte da nossa história pessoal.
A genealogia da mãe tem muito de portuguesa, espanhola e brasileira. Mas a do pai é uma viagem entre o Centro e... o Leste Europeu. Países mortos como a Áustria- Hungria, regiões como a Bohemia e a Bukovina.
O que na infância a gente chamava de sopa de letrinhas no nome dos amigos de escola hoje ´´e parte da nossa origem.
Partindo do meu sobrinho listei mais de 80 sobrenomes dos dois lados.
E cheguei aos limites da árvore com Fuchs, Trauner, Weber, Kovalczik, Pscheidt, Rieppl, Grassl, Hofmann, Wendelberger, Stohr, Lang, Winkelbauer, Weishaupl, Schwarz, Muller, Hartinger, Gaschler, Seidel, Hoff, Gartmann, Lindner, Rossler, Meyer, Grass,Schmidt, Hasenkopf, Wolf, Schroder, Murbach, Vogeli, Krauss, Luksch, Klug, Muller, Zimmerli, Gudka, Labudzianka, Benkowski, Rankel, Herzer, Schmalzi, Wagner, Rufli, Wei, Frost, Wojkowska, Werbitz, Brunner, Henni, Graichen, Hubner, Fleischer,.
Isto tudo antes dos casamentos dos meus tios avós , que se uniram a Rosa, Ornellas Pimentel, França da Silva, Delponte, Pedro, Sieben, Goll, Schuster, Wrobleski, fora outros sobrenomes que já haviam se incrustrado à nossa história em gerações anteriores.
Do lado da minha mãe, os Mello(Ferreria de Mello) se misturam a Carneiro Lobo, Branco e Silva, Rodrigues, França, Silveira, SIqueira, Rocha, Gonçalves, Carvalhaes, Lopes, Duarte, Camargo, Correia, Costa, Moraes.
Meus tios do lado materno se casaram com Bittencourt, Cunha, Prado, Ferreira da Costa e Murbach.
Já meus tios do lado materno se unem a Rosa, Stubert, Popp, Lopes, Valença ,Fogaça, Rabelo, Balardini e outros tantos sanjeronimenses.
Uma enorme riqueza, histórias de um agricultor, um estatístico, uma professora, uma artesã, um jornalista, um engenheiro, um químico. E no passado fazendeiros, professores, músicos, donas de casa. Todos somando capacidades e problemas, amores e ódios, alegrias e tristezas em nossas veias.
Até aqui descobri 333 anos de história de um lado e 605 do outro, mas sei que há muito mais, nesta arqueologia do amor que nos faz um pouco mais humanos.

QUANDO OS POLÍTICOS OUVIAM

10 de junho de 2014 Via Facebook
QUANDO OS POLÍTICOS OUVIAM
Em 1988 fui trabalhar com um suplente de deputado estadual. E ajudei na eleição dele em 1990. E colaborei com ele em 1994. O trabalho foi bom. E o melhor daquela época era conseguir ser ouvido quando a gente prestava assessoria.
Nunca tive papas na língua, nem o compromisso de ficar calado. O meu melhor eu dou com liberdade de expressão, de iniciativa, de opinião e, particularmente, de escrita.
Um texto feito de verdade pode ser adequado ao público-alvo. Um texto forçado, cansado, verticalizado com a opinião do chefe que nunca erra, quase nunca é publicado. Falta-lhe arte, amor, paixão, alegria.
E foi com esta alegria que a votação do deputado de Pitanga dobrou sem forçação de barra. O trabalho da assessoria fluía e os valores que ele revelou foram aproveitados(muitos conheceram Cata, Zazá, Maninha) em várias secretarias de Estado.
Da relação com o parlamentar, amigo de longos anos, guardei bons exemplos, muita admiração e a certeza de que ele faz falta ao Parlamento.
Mas a visão política o levou a ser secretário, coordenador da campanha de governador e depois voltar à iniciativa privada, onde é um homem de sucesso. Nunca deixou o partido, até o presidiu, mas não esqueceu de si, da família e dos negócios.
Prestou um bom serviço ao povo paranaense e depois voltou à sua vida pessoal com discrição, mas sempre com sucesso.
Saudades das conversas instigantes com Renato Adur.

3 GILMAR FUBÁ E 3 ROMÁRIOS

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 5 de junho de 2014 Via Facebook
3 GILMAR FUBÁ E 3 ROMÁRIOS

Tudo bem, esquema tático é mais difícil na língua dos técnicos. Não são seis ,saõ 11, mas do meio pra lá é que se faz gol a favor. Os 11 do time canarinho são 1 goleirão, 2 laterais, 2 meias(um armador e um atacante), além dos trios fantásticos do título.
É gente, entrei na cabeça do Felipão e do Parreira e descobri como eles escalam a Seleção. Tá, o Luiz Felipe Scolari... manda, mas o Carlos Alberto assina embaixo, ou em cima, sei lá.
Então, como dizem: o segredo é o meio campo. E neste meio campo o segredo é o desarme. E no desarme GILMAR, do time do povo, era o cara.
A Seleção do Felipão vem com um Taffarel cabeludo de confiança, um Cafu que bate falta, um Branco que dribla na esquerda. Na zaga dois caras com nome e sobrenome. E aí vem o coração da equipe: o meio. Com 5 ou 6. Atrás os volantes, os desarmadores, os brucutus, os carinhas que tiram a bola dos outros e não sabem o que fazer com ela.
E todos eles são a reencarnação do cara que nunca foi Seleção: o fabuloso corinthiano Gilmar Fubá, cuja feiúra era piada até no próprio vestiário. Chegados numa provocação os companheiros de time contam que cada vez que Gilmar marcava um gol ia "aparavorar" junto com a Fiel. Os adultos vibravam, amavam o guerreiro, mas as crianças choravam de medo.
Intriga à parte, era bom pra por moral.
O cara chegava junto, forte, grandão e impunha respeito. Nunca tirava o pé e era uma mescla de Odvan(o zagueiro zagueiro negrão forte do Luxemburgo) e Hulk(o meia-atacante confiável do Felipão).
Na criação sempre temos algum Ronaldinho Gaúcho de plantão pra lances de efeito. E uma espécie de Ricardinho com um passe bom. Os outros três são facetas do Romário.
Tem o Romário que rompe e carrega a bola. Tem o Romário de área que faz gol de cabeça, canela, joelho, ombro.
E tem o Romário que dribla, dribla, tira pra dançar e serve alguém.
No banco temos Parreira 94 e Felipão 2002, com o Runco de sempre. Vai dar certo, mas falta gente pra chamar de gênio.

49 ANOS HOJE

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 29 de maio de 2014 via Facebook
49 ANOS HOJE
Uma missa hoje à noite na Igreja do Água Verde celebra 49 anos do casamento dos meus pais. É as 19h30.

Hoje André Murbach e Alba de Mello completariam(completam vai, mas não os vemos neste plano) 49 anos de casados. Seria uma festa e tanto, apesar do "jeitão" econômico do Seu André. Mas ele se foi em 29 de agosto de 1987, 15 dias antes de emplacar 52. A mãe, como se sabe, nos deixou... no dia 28 de fevereiro de 2014, 5 meses e meio antes de completar 80.
Tentei imaginar a festa, os dois, o pai era desajeitado pra dançar, mas não fugiria da raia. Meu irmão Cristiano tocaria alguma música pra eles e o Rodrigo acompanharia, por certo. Minha irmã quem sabe aparecesse, por causa do pai.
A mãe iria lembrar ele cantando "Reloy" no ouvido dela. O pai era capaz de cantar uma do Raul, pra me zoar(eu não preciso ler jornais...) e um monte de coisas do Nelson Gonçalves.
Também ia rolar um rodeio. O pai era especialista em montar em porco. Tava contando piada de português e aparecia seu Manoelito da padaria, ia zoar preto e tinha que mudar o fim da piada porque o juiz da cidade chegou na roda e era negrão. Fora as piadas de polaco numa família cheia de poloneses, romenos, ucranianos. Mas o bom humor sempre superou a ranzinzice politicamente correta de quem leva tudo a mal(por trás).
Dos meus guardados eu ira resgatar as poesias que fiz pra eles e rolaria uns banners com fotos e as frases da gente que a mãe cuidadosamente anotou.
Provavelmente seria no Paraná Clube onde fomos sócios durante longos anos.
Uma missa na Santuário do Sagrado Coração de Jesus também seria um encontro marcante.
E seria possível juntar muitos sobrinhos, primos, o irmão da mãe, os irmãos do pai ainda vivos.
A mãe ligaria pra madrinha Sílvia pra parabenizar pelo aniversário e diria algo como "quantas rosas hoje? Parabéns por mais uma primavera".
Antes, durante e depois da festa ia rolar um truco básico entre os Murbach. Com um bate-papo sobre política pelo meio.
A mãe provavelmente distribuiria lembrancinhas de crochê que ela mesma fez.
Como eu não sou de aço e amo foto tiraria centenas de fotografias durante a festa.
Lembraríamos do André Júnior que não pode trilhar o caminho conosco e deixou uma lacuna bem grande no coração da mãe.
Pra alguém a mãe contaria que a filha que perdeu aos 5 meses de gravidez em 1975 já tinha nome Haydée Marina. E pode ser que fosse com A direito pra combinar com a Andréia Morena e a tia Ana Morena. Iniciais AMMM.
Eu e o Cris somos exceções C e J. Na família AM nós somos os ...(TROFÉU JOJÔ GARANTINDO AGORA) FM rock'n roll crazy.
Neste sonho de mundo perfeito viriam meus primos de Maringá, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Miami, Londres, Lapa, Rio Negro, Guaraniaçu, Catanduvas e tantos outros lugares.
Mas, amigos, a festa foi transferida de lugar. É direto no céu. Tenho certeza que é por conta do Júnior, com coral de anjos e com os espíritos maravilhosos de todas as famílias que nos trouxeram até aqui.
Tempos atrás comecei a atualizar a genealogia da mãe e num site de pesquisa começou a rolar um monte de dados sobre a família do pai. Resultado, as 4 famílias que vemos na certidão de nascimento passam de 80 nos últimos 5 séculos.
E essa turma de vovôs , invisíveis pra nos desde sempre deve estar saudando seu André e Dona Alba cada umna sua língua, no seu dialeto, mas todos dizendo "ANDRÉ E ALBA QUE A FELICIDADE DE VOCÊS SEJA ETERNA".

AMOR E ESPORTE JÁ VENCERAM A GUERRA

AMOR E ESPORTE JÁ VENCERAM A GUERRA
Tá bom vai ter um coxinha pra dizer que a Dilma, a Copa, o Pelé, o Neymar, o Maradona, o Mundo , a Fifa, a tia do cafezinho, o Schumacher, a Adriana Lima, os voluntários, as 196 nações que vem pra cá podem se ferrar. E eu vou discordar. E vão me xingar, me chamar de alienado, mas eu procuro levar à frente os bom exemplos da humanidade, não que isto pague conta...s ou resolva definitivamente demandas e mazelas.
Mas quero lembrar hoje exemplos de como é bom gostar de esporte e de amor.
Começo pelo último, pois cerca de 2500 anos atrás as mulheres de Atenas botaram seus homens na roda e os mandaram parar a guerra, senão nada de amorzinho. E eles brigaram, chiaram, mas a greve deu certo. E elas queriam apenas eles por mais alguns momentos.
Mas esta sabedoria vinha de antes, pois para as Olimpíadas originais a guerra parava.
E quando voltamos ao nosso tempo temos a trégua para o Natal da guerra de 1914.
Temos amistoso da paz do Brasil na África. E o massacre de Ruanda parou por umas horas
E depois tivemos o jogo de pacificação em virtude da morte de Kevin Espada.
E também tivemos a cena linda de uma paraolimpíada em que todos os competidores de corrida se juntaram a um deles que tinha caído e foram de mãos e cadeiras dadas a até a linha final.
E temos o mito Gabriela Andersen que cruzou em 37º a linha de chegada de uma maratona olímpica e ninguém mais lembra quem venceu a prova.
E o Misha, que chorou com e por todos nós em 1980. E os que fizeram minutos e mais minutos de silêncio por Senna, Kennedy, Luther King, Gandhi, Madre Tereza, Sérgio Viera de Mello, Irmã Dulce, Chico Xavier e por todos os esportistas mortos ao longo dos anos.
Os que tiveram a esportividade de dizer que um gol, uma cesta, um ponto não valeram por terem sido obtidos de modo ilegal, Os juízes de todos os esportes que voltaram atrás quando erraram, esta é a minha turma.
Esta turma não quis o quanto pior melhor, o golpe de Estado, a violência generalizada, o silêncio de Herzog, Rubens Paiva, Marighella, Zuzu Angel.Jk, Jango, Lacerda, Prestes
Esta turma não quis o exílio de Arraes, Brizola.
Esta turma não quis a cassação de Covas, David Lerer, Alencar Furtado e tantos outros.
É , a minha turma é a da vida, da democracia, da liberdade de Imprensa, da doação de agasalhos aos pobres(de órgãos, de tempo, de amor), da alegria, da fé, do Carnaval, da bola no pé, na mão, na cesta.
E que venha a sexta estrela, pois eu sou brasileiro. Não desisto nunca e o meu povo nasceu pra brilhar.
SHALOM, Boa semana a todos. Via Facebook em 3 de junho de 2014

COMO SER FELIZ E GANHAR MUITO DINHEIRO

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 27 de maio de 2014 via Facebook
COMO SER FELIZ E GANHAR MUITO DINHEIRO

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AS BANDEIRAS ESQUECIDAS DE CURITIBA

Josiliano De Mello Murbach · 25 de maio de 2014
AS BANDEIRAS ESQUECIDAS DE CURITIBA

As manifestações de junho passado tinham de 1000 a 2000 pessoas; as greves em Curitiba tem de 300 a 1000 manifestantes, dependendo da Categoria; a manifestação pró 1964 teve 80, contra a Dilma 200; contra a Copa não reuniu 150. E a Marcha da Maconha algo entre 1000 e 1500. Ou seja, a capital paranaense não dá quórum.
Nenhuma causa botou pelo menos 1% do povo n...as ruas(20000 habitantes locais ou 32000 se pensarmos em termos metropolitanos). Sinal de que as "grandes bandeiras" são iguais aos partidos que temos: personalistas, representativas de minorias, de interesses particularíssimos( sejam eles de gente mimadíssima ou " casca grossa").
Mais pra catarses coletivas e exorcismos de fantasmas pessoais(como na Marcha das Vadias, ou da Maconha) do que uma ação política verdadeira, íntegra e consequente.
Traduzindo em letra miúda: não temos líderes de grandes causas, não temos movimentos importantes e não servimos mais de termômetro das liberdades.
Nos apequenamos diante da violência, da chuva, da fraqueza das instituições, da absoluta falta de nacionalismo, patriotismo, civismo e até de um tosco partidarismo, que diga respeito ``a maioria do momento.
Preferimos a militância virtual, com o traseiro comodamente instalado na cadeira do micro, ou o tablet dorminhoco no sofá, ou a mensaginha via celular pra rádio enviada antes do sagrado sono das tardes de domingo.
Os sintomas mostram, queiramos ou não, que seremos manipulados outra vez e faremos nas urnas de outubro o de sempre: escolheremos os menos ruins, os com algum arremedo de representatividade, com uma aparente causa a defender. Na verdade o futuro Congresso é mais do mesmo.
Permaneceremos nesta atitude acrítica até o próximo desastre politico, que nada tem a ver com golpes, ditaduras, mas com a eleição de outro Sassá Mutema, outro Odorico, outro Salvador da Pátria, que dez minutos depois do discurso de posse se vende a alguns lobbies e abandona o alegado projeto de melhorar saúde, educação, ciência, tecnologia, inclusão social e nos inferniza por 4 ou 8 anos.
Pra melhorar: voto distrital, parlamentarismo com possibilidade de dissolução do Congresso e queda do gabinete... Até quando? Até o momento que todos entendam que a democracia depende da submissão do Executivo á vontade popular que o constituiu pelo voto, de um Legislativo representativo e verdadeiramente fiscalizador,- mas não menos comprometido com as prioridades sociais- e um Judiciário ágil e vigilante no cumprimento e na defesa da Constituição.
Utopia pra quem quiser lutar por um país melhor nos próximos 100 anos.

VOCÊS QUEREM COERÊNCIA?

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 16 de maio de 2014 via Facebook
VOCÊS QUEREM COERÊNCIA?

Então não chamem ex-presidentes de empresas privatizadas(Telepar, Telesp, Banestado) pra discutir o destino de estatais. Eles estão à venda.
Também não chamem lobistas pra ministérios(sócio da Amil na Previdência Social).
Evitem também de cumprir o protocolo e não deixem deputados e senadores antiCopa irem fazer selfie nos estádios que eles não queriam prontos.
Vital ainda... começar as coisas pelo nome verdadeiro quebradeira não é vandalismo, assalto não é vandalismo, saque não é vandalismo. São crimes de destruição do patrimônio, assalto e saque.
Ideal também cobrar aqueles que apontam o dedo pro mensalão do próximo(Dilma) pra explicar o próprio mensalão(Aécio, Arruda) e o endividamento temerário de estados e municípios em tempos recentes(Eduardo Campos, Kassab).
Fundamental ainda chamar pra conversar a bancada que vota contra os interesses do próprio Estado(Gleisi, Requião).
Indispensável ouvir executivos que assinam empréstimos pra construção de estádios e depois detonam a Copa do Mundo.
Importantíssimo chamar os lobistas explicarem as sistemáticas violações das leis nas obras de grande porte construídas nos anos recentes(Abreu e Lima, a refinaria, custará 10 vezes o valor inicialmente orçado).
Mas se querem mesmo coerência cobrem nas urnas, nos palanques, nas rádios, nas televisões a eleição de políticos segundo ideologia, mas para isso é preciso eleger legisladores para legislar, não pra fazer favorzinho depois de eleito.
Coerência presume cada um no seu lugar, fazendo o seu melhor. Então cobrem um Executivo que dirija o país e viabilize obras e qualidade de vida para o povo brasileiro. Cobrem um Legislativo operante(legislando) e fiscalizador. Cobrem um Judiciário ágil e próximo da sociedade. Pois quando legislador quer fazer pontes, juiz quer legislar e presidente quer julgar e governar por decreto a sociedade sofre.

O BAILE

14 de maio de 2014 VIA FACEBOOK
O BAILE

Vi ao lado de MIlena Martinez uma excelente realização do cinema francês: O Baile(Le Bal, 1983). Hoje bateu curiosidade, vontade lembrar o elenco. Mas como todo dia tem sua descoberta pude notar que não foram os superstars a realizar esta peça brilhante de sensibilidade.
Os três Césares, a indicação ao Oscar veio da densidade da atuação, da grandeza do conjunto, da enorme capacidade de Ettore Scola.
Contraindicado para ansiosos e extremistas. O filme é uma ode à liberdade, Mas refina a dor, suaviza e choca, arde e acalma.
Quando falamos de ditaduras, opressões e medos nada como lembrar a cena mágica do baile em passo marcial. Inesquecível.
 

O GUERRILHEIRO DAS PALAVRAS

25 de abril de 2014
WALMOR MARCELINO
Ele foi preso político e um jornalista de reconhecida capacidade. Tinha uma veia irônica, mas ao mesmo tempo um diálogo fácil. Odiava o mau uso da língua. E uma das suas "armas" prediletas era fazer a gente(novatos na época) pensar antes de falar.
Os mais sólidos argumentos de modernidade e os modismos do momento não resistiam a uma análise do Walmor. Ele mostrava, com facilidade, os prós e os contras das situações e as alternativas. Hoje chamam isto de pensamento lateral. Na verdade, vivemos um momento de muitas reflexões(em público) sem a menor análise.
Precisamos de um novo guerrilheiro das palavras....

SEM EDIÇÃO

14 de maio de 2014 Via Facebook
SEM EDIÇÃO, POR FAVOR
Há uma discussão sem fim entre o tempo de televisão e o tempo real de eventos. E neste meio tudo que os executivos consideram "supérfluo" costuma ser editado ou eliminado. Foi seguindo esta lógica perversa que o vôlei alterou o sistema de pontos e a regra de toque da bola na rede.
Também foi seguindo esta ideia que o Hino Nacional Brasileiro foi mal e porcamente editado e to...cado como uma suitezinha de 30 segundos, como aqueles promos de música na Livraria Cultura.
Só ´que nosso hino é nosso símbolo. Tem que ser amado e respeitado e, especialmente, executado dentro do que mandam as nossas leis no nosso país. Ou seja: toca-se inteiro em cerimônias oficiais e só a primeira parte em eventos privados.
Sem suítes, sem edições, sem invenções.
A TV tá com pressa; então que banque seus próprios eventos. E sem esquecer que é uma concessão pública, ou seja , uma propriedade do povo cedida momentaneamente á exploração (e à ganância, infelizmente) de um particular.
Assim, respeitem os brasileiros senhores. E , ao menos na nossa Copa do Mundo, no nosso país, aguardem mais três minutinhos pra faturar, afinal, nunca ninguém interrompeu o longo hino americano , o sonolento hino inglês, o belo hino francês, o apaixonado hino russo, nem o curto(não menos sonolento)hino alemão.
Já que vieram na nossa casa entrem, sentem e tenham modo de gente.Pronto, falei.

CAMPANHA 8, VERDADE 3, JUSTIÇA 0

CAMPANHA 8, VERDADE 3, JUSTIÇA 0
Tá mais ou menos assim a campanha dos candidatos de direita a presidente e de esquerda a governador do Paraná. Como não tenho procuração de nenhum dos lados posso pedir: vamos ser justos, se não dá pra ser verdadeiros...
A última foi querer comparar inflação. Os tucanso perdem feio. Calculei a média anual(sempre contaminada por um ano ruim. A média de 8 anos FHC fo...i de 12,46%, com o pior IPCA-IBGE em 22,41; Que uma mente"brilhante" tenta comparar com a média de 7,59% ao ano do PT no poder até o mês presente;
Vamos e convenhamos, todo mundo tem direito de não gostar da Dilma e votar contra(eu simpatizo com as três Dilmas que conheço;( voto numa pra síndica, acho a minha prima genial e tolero a presidene) mas vamos ganhar ou perder com um mínimo de dignidade.
O PSDB perde na comparação da economia. O PT botou o país com 10 vezes mais reservas, 4 vezes mais exportações, e 60% menos inflação.
O que dá pra discutir é a questão política, a corrupção, o festival de cabeçadas dos companheiros de Lula e Dilma. Mas isso não autoriza ninguém a mentir descaradamente para o povo brasileiro.
Quem é golpista que se assuma golpista, quem é direita que vista a crapuça, quem é comunista que bote a cara a tapa, quem quer privatizar tudo e desempregar milhares de funcionários públicos(de professores a enfermeiros) que mostre a verdadeira face.
Mas vamos parar de jogar porcarias no ventilador que volta e meia o vento vira.
Ah e continuo na minha torcida não muito solitária para um Congresso equilibrado, que não permita a qualquer dos lados impor sua vontade à revelia da do povo brasileiro. Via Facebook em 11/05/2014.

BENÇA MÃE

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 10 de maio de 2014 via Facebook
DIA DAS MÃES
Amanhã é dia das mães. O primeiro que eu não vou dar um CD clássico de MPB pra mãe. O primeiro que o meu mano não vai almoçar aqui. O primeiro que eu não vou ouvir "se cuida filhão" se for jogar basquete na Oswaldo.
Mas penso que o bom da vida são os melhores momentos e eu tive privilégios imensos: muita conversa, muitos sonhos compartilhados, muitas histórias de família, um colo aos ...46, antes dela operar o coração a última vez.
Sei que a falta vai doer, que não tenho uma grande mulher ao meu lado e dificilmente terei filhos e uma mãe pra eles, mas não desisto. Continuo tentando ser só eu: amigo dos amigos, um tio que escuta e, se puder, um irmão que protege .
Mas o Cris e a Morena tem seus mundos, suas histórias. A minha, queira ou não, eu recomeço neste 11 de maio.
Ontem foi a primeira vez que eu saí, depois de 28 de fevereiro de 2014. Senti vontade jogar bola com a turma. E foi bom, encontrar amigos, correr, vibrar com um gol. Nem ligar pros 13 a 9. Voltar pra vida assim me refez.
Mas descobri também que o meu problema é o problema de outro colega , que também perdeu a mãe no último ano evidenciou um pouco de egoísmo meu.
Lembrei de alguém que disse numa das centenas de palestras que assisti: pra mim o meu problema é o maior do mundo, mas o vizinho da frente, do lado também tem seus maiores problemas do mundo pra cuidar.
Então, abra-se, apoie, pois quem sabe você saiba indicar o médico pra curar o filho do vizinho da frente, ouvir o vizinho solitário do lado, colocar um sorriso nos lábios da vizinha da esquina.
Então é isso. Agora quero ver, ouvir, sentir, tocar meus amigos e amigas. Mas antes, com licença, tenho que dizer Bença mãe, bom dia das mães e o meu amor eterno. Josi.

OLHO CLÍNICO

Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 8 de maio de 2014 via Facebook.
MINHA MÃE E O FUTEBOL
´Pois é, faro vem de família. A mãe não assistia tencimanete os jogos. Ficava de ouvido entre um crochê, um tricô, uma cruzadinha e uma olhadinha pra TV.
Mas ela gostava de Paulo Isidoro e disse, antes de muita gente que Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Neymar seriam craques.
As vezes a gente zoava ela por causa do Paulo Isidoro.
Ela também gostava do Amarildo, da copa de 1962. que ela nunca mais tinha visto.
Aí no comecinho do ano ela viu uma matéria com ele no Sportv e ficou feliz. Parecia que um amigo retornava ao convívio.

UMA RELES DISPUTA DE PODER

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Já tivemos uma idéia diferente sobre políticas e políticos. Nos anos 1980 parecia uma atividade dignificante, pela qual era possível promover transformações sociais relevantes.
Os "malucos" que queriam cobrir política tinha o dever de estudar Ciência Política, um pouco de Economia, muito de História e alguns campos do Direito, especialmente Constitucional. Tivemos a volta de e...leições, paulatina e gradativamente entre 1982 e 1989.
No final dos anos 1980 veio a constituinte e afloraram os grandes ideais nacionais. Propostas interessantes e inovadoras foram alijadas da "Lei Maior". Hoje elas voltam como se fossem novidade, mas com um propósito claramente golpista.
É o caso das chamadas cláusulas de barreira; partidos no poder querem poucos partidos, pra controlar mais fácil a bancada, pras concessões serem menores e o número de pessoas empoderadas ínfimo.
Outra sandice é a lista fechada partidária. A ideia é todo poder às Executivas dos partidos, que escalam quem quiserem. Isto esconderia dezenas de políticos corruptos, ou seus substitutos imediatos(filhos, sócios, esposas)
Na atual eleição presidencial vivemos uma derivação trágica das disciplinas a estudar. Temos , para o bom exercício do Jornalismo, que compreender minimamente a legislação criminal, não só no aspecto ético, na discussão do certo e do errado, mas da letra morta da lei, já que os principais candidatos ao Planalto são pesadamente acusados, ora por crimes de gestão(como Aécio no caso do mensalão tucano), ora por conivência e acobertamento (Dilma substituiu José Dirceu na Casa Civil), ora por inaugurar obras inacabadas e exceder os limites de endividamento do Estado(caso de Eduardo Campos).
Gostaria que a campanha fosse propositiva e limpa, mas queda óbvio que teremos mais um embate de poucas ideias e muita boataria.
Rezo, seja quem for o leito, que tenha uma oposição à altura, já que este é o melhor meio de controle do Estado à disposição numa democracia.
Como cidadão já começo a me divertir, pois vejo gente de "partidos de esquerda" implorar apoios conservadores, sinal inequívoco de que não teremos um embate de programas, mas uma reles disputa de poder. E que à revelia do discurso reformista a decisão de quem ocupará a chefia do Executivo se dará como nos velhos tempos. Via Facebook em 3 de maio de 2014.

MARQUETEIROS RÁPIDOS X ADMINISTRADORES LENTOS

MARQUETEIROS RÁPIDOS X ADMINISTRADORES LENTOS
Ronaldo Nazário treinava no Flamengo, namorava o Flamengo, queria o Flamengo, mas foi a um jantar com um diretor do Corinthians mais o Andrés Sanchez e logo depois era atleta do Timão; Alan Kardec fez o nome no Palmeiras, foi o grande atleta diferenciado dos verdes na campanha da série B, muitas vezes ofuscou Valdívia e Fernando Prass e num fim de sema...na virou atleta do São Paulo.
O que pode ter acontecido nos dois casos é simples: o dirigente comum, que vive o dia no clube não tem a percepção de que o atleta, especialmente aquele que é definido como craque, tem um enorme mercado, , um potencial infinito em termos de marketing , a explorar fora dos muros do clube.
Filho feio não tem pai, mas atleta de ponta não tem preconceito. O que guia 95% deles é o melhor acordo comercial e financeiro(é a profissão deles, a carreira é curta, o dinheiro fala muito alto).
Óbvio que temos exceções como Marcos do Palmeiras, Rogério Ceni do São Paulo, Alessandro do Corinthians, Alex do Coritiba, Zico do Flamengo, mas estes vincularam seus nomes desde sempre aos clubes que os consagraram.
Também entra aí uma certa capacidade de fazer bons acordos financeiros. Estes atletas citados cresceram junto com o clube e foram responsáveis por grandes conquistas.
Mas na média os atletas são sempre sensíveis ao assédio de um bom projeto de marketing e estão prontos a deixar administradores lentos falando sozinhos.
Se fossem espertos de verdade os cartolas garantiam bons pacotes às jovens estrelas e dificultariam a mudança de clube. Se Vitinho logo depois da primeira conquista com o Botafogo tivesse um salário de R$ 100.000,00 , participação nas vendas de camisas, uma parcelinha do patrocínio e direitos de imagem pagos em dia seria difícil tirá-lo do Glorioso. Mas a visão do dirigente lento, sem visão de futuro é de que mesmo o superatleta é um funcionário do clube que tem que ganhar R$ 5.000,00 por mês e se sujeitar à vontade do cartola.
Basta a ligação de uma pessoa confiável no celular do jogador pra esta política de sujeição ir por terra. E como promessas não precisam ser mirabolantes pra ser boas basta dobrar o salário e oferecer algumas regalias para tornar o futebol brasileiro mais pobre, levando pra Europa, algumas vezes pro Japão, jóias que serão lapidadas por outros ourives. Algumas delas nos enfrentarão na Copa, com as camisas de outras seleções. Via Facebook em 29 de abril de 2014

APOSENTADORIA ANTES DOS 40

APOSENTADORIA ANTES DOS 40
Dino Zoff, da Itália, jogou a Copa do Mundo de 1982 com 41 anos. Era seu ponto mais alto de excelência como atleta. Mas quem joga na linha raramente tem os mesmos privilégios. Recentemente pararam Túlio, do Araxá (por teimosia e 1000 gols) aos 44, Rivaldo(Mogi) aos 41, mas Ronaldo(Corinthians) parou aos 34, Juninho Pernambucano(Vasco) aos 39, Felipe(do Vasco) aos 36.
Par...a a maioria das profissões é muito cedo, mas para o futebol profissional , que começa profissionalmente aos 16, 17 e tem um nível de exigência física absurdo muitas vezes 40 anos já é bastante tarde.
É claro que pela previdência oficial eles terão que cumprir o resto do tempo em outras atividades, mas aposentar do esporte é algo sempre doloroso e costuma ser nada espontâneo.
O tênis massacrou Guga Kuerten com lesões que o deixaram com um nível baixíssimo de competitividade aos 30,31.
A falta de patrocínios algumas vezes abrevia trajetórias especialmente em casos como o de Camila Comin, da ginástica, ou de vários nomes do atletismo.
Mas é preciso um critério mínimo. A NBA, maior liga de basquete do mundo, impõe um mínimo de atletas experientes por clube. E isto garantiu que jogadores como Pippen, Jordan, Barkley pudessem atuar por mais tempo.
O vôlei reserva surpresas como Fofão, jogando aos 44, bem como viradas muito rápidas, como a de Bernardinho, que decidiu ser técnico aos 29.
Espero que um dia encontremos um limite mais tolerante, que ser atleta seja possível para pessoas de 17, ou de 42, que ser técnico exija ao menos 10 anos de experiência no ramo. E que carreiras não sejam abreviadas por incompetência de empresários e birras de dirigentes.

É PRECISO LUCIDEZ

É PRECISO LUCIDEZ

A ditadura deixou marcas indeléveis na minha alma. Quem não viu, não viveu, não sabe a mínima sobre os efeitos nefastos da falta de liberdade.
Minha mãe perdeu a Inspetoria Regional de Ensino por causa de política.1966. Ano de nomeações de governadores em parte dos Estados. O Paraná ainda elegeu Pimentel antes das eleições serem substituídas por escolhas entre deputados estadua...is na maior parte da federação.
Meu pai muitas vezes foi viajou e a gente temeu pela segurança dele, pois ele corria um território grande representando o IBGE, mas era do MDB. Uma vez o delegado de Pitanga mandou eu avisá-lo pra não ter comício em Santa Maria. Palanque montado, meu api apresentado Richa, Alvaro, Penharbel Filho, Leite Chaves. De repente o tiro de aviso. O pai desmobilizou o palanque e foi pro corpo a corpo. Eu tava bem na frente do seu André neste momento. Santa Maria, 1974.
Em uma outra viagem meu pai foi tirar um compadre dele da prisão em Ivaiporã. O cara era candidato a deputado estadual pelo MDB. Seu André me pediu"não conta pra mãe pra não preocupar. Quero ver se volto até as 8 da noite"
Uma vez o delegado me viu cantando Pra não dizer que não falei das flores. Disse que tinha aprendido numa fita de uma amiga. Ele queria por toda lei saber quem era ela. E me pediu pra nunca mais cantar aquela música. Isto foi em 1976. Ano de perseguições políticas do ditador Geisel e sua turma. Nesta época, 1976/1977, mataram(hoje sabemos) JK e Jango, fecharam o Congresso Nacional, calaram as oposições, cassaram Alencar Furtado. Morreu Francisco Fiel Filho.
E a violência vai na alma. Uma vez falei pro sargento no Colégio da Polícia uma pequena verdade("se não fossem os alunos não seria um colégio sargento, apenas um prédio"). Pensei na hora, tô expulso. Anos depois ele me disse que não adiantava, pois eu era civil. isto foi em 1980. Ano em que as eleições foram canceladas, que os prefeitos não foram eleitos, nem vereadores, pra tentar eternizar a ditadura no poder. Ano de frases loucas de Figueiredo, aquele que daria um tiro no coco se ganhasse salário mínimo.
Mas teve Misha e a benção de João de Deus, que eu vi da Marechal Floriano ao Centro Cívico.
Teve também a campanha das Diretas Já e eu estive no comício da Boca Maldita, dia 12 de janeiro de 1984, momento irrepetível de cidadania, sepultado no mês de abril com a derrota da Emenda Dante de Oliveira e resgatado na eleição de Tancredo Neves, contra todas as circunstâncias, no Colégio Eleitoral inventado pra eternizar os militares no poder.
E a ditadura acabou de um jeito canhestro, em 1985, com o ditador fugindo pra não dar posse a seu ex-colaborador José Sarney(Ulysses fez as vezes de Figueiredo) ,- parecido com o que os ingleses fizeram na entrega de uma colônia(apagaram a luz enquanto a bandeira do Reino Unido caía e acenderam já com a do Kênia no alto . E foi neste 1985 que toda uma geração da UFPR, especialmente os ligados às esquerdas(PT, PCdoB, PCB, PSB e parte do PMDB) fez campanha pra termos diretas pra Reitor. Fiz campanha pra Salamuni e Romanó.
E deu Salamuni.
Depois veio Constituinte(1987-88), fim da censura, pluripartidarismo, Liberdade de expressão, de credo, de pensamento. Mas há ainda quem não goste de nada disso.
Anos depois , no Curso de Comunicação tiramos a placa alusiva ao reitor Alcy Ramalho, para nós, naquele momento, simbólico do métodos da ditadura.
Por tudo isto não consigo compreender como alguém que diz defender a democracia propaga o golpe, a intervenção militar, a Reforma Política que inibe eleições, sepulta partidos, cala vozes. Se o Brasil não é bom, construa um país melhor, mas escolhendo certo, votando seriamente, participando verdadeiramente e não fugindo pra praia no primeiro domingo de qualquer outubro pra não se comprometer.
Quem quer uma democracia boa participa, fala, julga,debate e o faz com paz, lucidez e equilíbrio.
Via Facebook em 2 de abril de 2014

PEQUENOS ORGULHOS

PEQUENOS ORGULHOS
Alba de Mello Murbach tinha uma coleção de pequenos orgulhos: o anel de professora normalista, o fato de ter sido oradora de turma, a alegria de colocar os dois filhos e os homens na Universidade(sempre no primeiro vestibular), A inspetoria Regional de Ensino de Pitanga e a direção do Ginásio Nereu Ramos em Manoel Ribas, que ela chamava carinhosamente de "minha coroa de louros".
...Aos filhos não dava muita trela, mas guardava os recortes de quando a filha foi rainha da primavera do Grupo Escolar, de todos os vestibulares dos filhos e do neto, dos recortes das matérias do filho mais velho, feitos diária e meticulosamente por anos. O anúncio do casamento do mais novo na coluna de Dino Almeida.
O filho mais velho também foi um dos oradores da turma do Talento Jornalismo 2013(aos 47 anos), quebrando um paradigma.
Também tinha os orgulhos de professora, de ensinar bons caminhos, de colocar o filho de um policial na linha e receber o apoio do pai, de criar um coral, de fazer uma festa dos Estados homenagenado cada região d o Brasil(trabalho de muita pesquisa).
Também criou um todo premiado com bexigas pra uma festa junina do Grupo Esoclar em 1975 e achou graça quando uma loja em Curitiba anunciou isto como novidade em 2010"inventaram a roda de novo", disse ela.
Também fez dos seus rebeldes de sala de aula bons cidadãos. Um só pensava em jogar bola. Ela mandou ele fazer redação e explicar a matemática do jogo. Outro, em Marialva, era encrenqueiro pra caramba, mas adorava música e ela o dirgiu pra tocar na fanfarra. Resultado: o talento superou a rebeldia e as notas melhoraram.
Vítor Chepanski , pai da minha amiga Márcia Chepanski , confessava sobre a professora Alba que "era uma boa professora, séria, enérgica, braaaaaba", mas parou na rua para cumprimentá-la e agradece-la. E ela disse depois, aos filhos, em casa, "são momentos assim que compensam todos os sacrifícios de uma sala de aula".

COLEÇÕES

COLEÇÕES
Minha mãe Alba tinha uma coleções interessantes: bibelôs(dos 237 lá de Pitanga) ela ficou com 34 quando chegamos alqui...Depois repusemos ujm pouquinho. Canecas deocradas. Xícaras sem uso. Aparelhos de jantar bem escondidos. Eletrodomésticos na caixa(pra não quebrar).
Mas uma das mais sui generis era a coleção de "papéis de presente não rasgados). Não tinha o que fizesse. Ela tirava 10 pe...daços de durex no talento,desgrudava calma e vagarosamente e deixa o papel o mais intacto possível.
Tinham dois usos possíveis: papéis bonitos bem guardados com muito amor e ...forro de fundo de gaveta(este era o destino dos mais comunzinhos).
Essa era uma rotina de quem queria educar até nos pequenos gestos.
Via Facebook em 24 de março de 2014

97 E CONTANDO

97 EXAMES E CONTANDO
Alba de Mello Murbach foi uma paciente muito paciente mesmo. Nos últimos 20 anos foram 97 exames. Achei tantos que eu fiz uma planilha com a data, o nome do exame, do médico e o laboratório onde o exame foi feito.
Olha, não foi fácil ver que minha mãe fez de cintilografia cardíaca a densitometria óssea, inúmeros exames radiológicos, tomografias, testes de estresse, mapa holter....
E tudo espalhado pelo mapa de Curitiba. Hospital Constantini no Portão, Santa Casa de Misericórdia, no centro; Medicina Nuclear do alto da SV, Sugisawa no Rebouças; X Leme no Batel;
E a dedicação não para por aí. Guardava exames, radiografias, anotava os valores dos testes de glicemia.
Minha mãe "se acompanhava". O ser humano olhava pra paciente. Acho até que uma dava força pra outra. Uma luta e tanto acompanhada por Carlos Frentzel, David Yamazaki, Mary Sugisawa Kay, Douglas Schmidt, Maurício Chibata, Gabriela Moura, Carlos Cusmanich, mais de perto nos últimos 10 anos e por inúmeros outros ao longo da vida.
 E eu guardo uma frase de Otacílio Bittencourt, nosso médico-amigo-prefeito de Pitanga "Alba você é a paciente mais complicada do mundo".
E olha que ele disse isso enquanto ela tinha a tal "saúde de ferro", com probleminhas aqui e e ali.
Facebook em 24 de março de 2014

A SAGA DAS CANETAS DESAPARECIDAS

A SAGA DAS CANETAS DESAPARECIDAS
Minha mãe Alba sempre precisava de canetas. E sempre as guardava, tirando uma preta, ao lado do telefone da sala. Aí de você se tirasse ela dali. Mas as outra, coloridas,azuis, junto com lápis, borrachinhas(para as palavras cruzadas) apontadores, marca-textos "sumiam" sempre pra uma caixinha, uma gaveta, um canto qualquer.
Dia desses, procurando um documento achei... uma "tribo" de canetas na primeira gaveta do guarda-roupas dela. Aí fui olhar em cima de um armário, uma caixinha com...canetas e toquinhos de lápis de cruzadinhas...Pouco atrás, uma caixinha rosa bonita com...mais canetas.
Concluí então que das mais de 50 canetas que eu "perdi", 42 foram resgatadas pela minha mãe, uma ficou na sala e as outras, bem, as outras podem estar em algum lugar, numa caixinha.
Via Facebook em 24 de março de 2014

LIXA E "PLATINADOR"

LIXA E PLATINADOR

Eu e meus erres. Na infância eu coloca um r a mais em muitas palavras. E dava conselhos de mecânica com 5 anos de idade. Minha mãe e eu voltávamos de Manoel Ribas para Pitanga um dia quente e claro de verão, 1971. O fusca parou. A mãe(nada loura) foi ver o motor traseiro do carrinho para todas as horas. Olhou a correia nada, alternador, óleo. De repente eu disse "já sei é o plat...inador!". Platinado Josi, mas o que fazer? Passar uma, uma lixa ali ó(apontei para um canto que não parecia muito igual aos outros_eu estava certo. Então peque uma lixa no porta-luvas. Peguei a tal e em cinco minutos estávamos voltando pra casa. Mas eu ficava matutando onde estavam as luvas do tal porta-luvas.
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GLOSSÁRIO
PONHAR
LEJADEIRA
PICOCA
MAGRUDADA
PLATINADOR
EDEDROM
PINDURACA

DEFINIÇÃO SEXUAL
Perguntaram pro meu irmão se ele sabia a diferença entre um boneco masculino e a uma boneca feminina e ele lascou "menina não em pinduraca aqui ó". Ali, ali mesmo.

NÃO FUI BBB, FUI ALMIRANTE
tINHA UNS ARBUSTOS BONITOS NA FRENTE DE CASA. UM DELES ERA O NOSSO SUBMNARINO. tINHA UMA ARVORE QUE FECHAVA UMM ESPÉCIE DE QUADRADO. aLI EU, ROSANA CALDEIRA, AUDREY E MINHA IR´MÃ ANDREIA NOS ALTERNÁVAMOS NO COMANDO. mAS NESTA ÉPOCA EU NÃO ME COBRIA COM EDEDROM, ERA ACOLCHOADO MESMO. E TODO MUNDO AJUDAVA A MÃE A DESFIAR A LÃ.
SIM, EU NÃO CONSEGUIA FALAR EDREDOM, ERA EDEDROM. 
Via Facebook1º de março de 2014

UM "OSCAR" PRA DONA ALBA

PREMIÉRE LA OBLIGACION
Havia um padre francês, Marcel, em Manoel Ribas, onde minha mãe dirigiu um Ginásio de 1969 a 1972. E ele gostava de conversar comigo. E me "cobrava" estudar. Dizia com sutiliza , e sotaque arrastado, primeiro a obrigação, depois a diversão.

OSCAR

Formatura da turma de 1974 do Ginásio Estadual Nereu Ramos em Manoel Ribas,. minha mãe é escolhida como a principal homenageada... pelos alunos. Um momento único, que ela definia como o instante maior da vida dela como educadora. Um Oscar de atriz principal, jamais esquecido.

INSPETORIA PERIGOSA
Minha mãe nasceu leonina, em 1934. Fez escola normal. Foi inspetora da Merenda Escolar em Maringá e resolveu se candidatar a Inspetora Regional de Ensino. O secretário de Educação era Jucundino Furtado que a chamava de Bugra, por ela ser de São Jerônimo da Serra. E ele tentou demove-la deste desafio. O diálogo foi mais ou menos assim:
"Matam oito de cada vez"
MORA GENTE LÁ?,
"lá é terra de gente brava"
EU SEI
"Bugra, lá e Pitanga, não é Maringá".
SECRETÁRIO, COM TODO RESPEITO, EU SOU DE SÃO JERÔNIMO DA SERRA.
"Então pode ir".
Foram três anos de inspetoria, com muita luta política pelo cargo dela, política rasteira, mesquinharias. E ela foi afastada da Inspetoria grávida de mim
Mas antes houve

UM CENSO ESCOLAR
A gente sabe que a vocação do IBGE é unir números e gente. Minha mãe Inspetora de Ensino e os dados da SEED. Meu pai chefe do IBGE e suas estimativas. Os números nunca baitam e os dois trintões batiam boca. Em 7 meses namoraram, noivaram e casaram.

EXEMPLOS DE ALBA 1

VOU ESCREVER MUITO

Amigos não me cobrem qualidade. Nestes dias em que lembranças afloram em abundância sobre a vida da minha família procurarei lembrar as melhores histórias, especialmente as da minha mãe Alba, mas ela teve um grande ator principal no "seu" André. Par perfeito, exigente, perfeccionista, crica a ponto de não deixar nada pra trás.
Ou como a gente diz aqui. Tão organizados que até q.uando vão embora falta só o atestado de óbito. Não tem contas atrasadas, nada do passado pra atrapalhar o futuro, junto de Deus.

NÃO CANXI COM A MÃO, CANXI COM A VASSOURA
A mãe contava que uma das primeiras lembranças dela é do tempo que tinha uns 4 anos. Ela morava em casa de fazenda e em cima dos armários aquelas peças grandes de queijo, que ela sempre adorava. De repente vó Santa deu falta de um queijo e achou minha mãe com um pedaço. Aí quis saber como ela tinha feito pra ir tão alto pegar o queijo . E a explicação simples de criança"não canxi com a mão, canxi com a vassoura".

O CACHORRO SULTÃO
 Minha mãe lembrava de um cachorro que teve na infância chamado Sultão. Se estou certo era um pastor alemão bravo, que perseguia os garotos que o provocavam esfregando paus roliços na cerca. Só que certa vez o cachorro escapou e machucou uma criança e meu avô teve que tirá-lo do convívio da Albinha.

CADA NOME
Alba de Mello Murbach é o nome de casada. Alba de Mello o de solteira. Profssionalmente professora Alba, Inspetora(Regional de Ensino)Alba. Mas fora esta solenidade toda tinha Albinha, Tia Alba, Binha, mãe, véinha, além dos erros costumeiros de muitos cadastros onde ela foi Aba, Ada, Alda, Alva.
Um dia encontrei meu amigo Osni e apresentei minha mãe Alba. E ele , espirituoso "isto é um encontro público e notório A LBA(legião Brasileira de Assistência) e O SNI(Serviço Nacional de Informações).

VERBO DA PRIMEIRA CONJUGAÇÃO
Quem tem empregada interiorana acaba desafiado pela gramática. Há verbos nada defectivos, capazes de fazer rir e corar Aurélio Buarque de Hollanda e seu valorosos colaboradores.
Professora de português minha mãe ensinava o certo e depois nos "cobrava". Um dia pego um copo e falo pra mãe, na frente de uma amiga "mãe vô ponha o copo aqui". Dona Alba me olha torto e eu corrijo mais que depressa "não é ponha, é ponhar né mãe?".

QUEBLA LÍNGUAS
Minha irmã punha refrigerante na lejadeira, eu gostava de picoca de magrudada e o meu irmão Cristiano odiava um aparelhinho da vaca. Deixa pra lá...

PERFECCIONISTA DESDE PIÁ
O meu irmão Cristiano sempre amou pesquisar e odiava cometer erros, especialmente ao falar. Mas num colégio de irmãs polonesas falar meio "arrastado" é algo que acontece. Ele achou que aquilo tava errado e sentenciou que não queria mais estudar naquele Colégio em Pitanga.

TERNOS E VESTIDOS
Todo mundo em casa teve roupas chics desde muito cedo. Eu tinha um terno de calça curta e camisa marron(aprendi odiar esta cor com o tempo). Minha irmã com 9 anos foi Rainha do Grupo Escolar,-  o príncipe foi meu primo Sérgio -, toda de branco com detalhes bordados. Meu irmão Cristiano, aos 4, já andava de terno. E a mãe costurava pra fora. Um dia fez o vestido para os 15 anos da filha do então prefeito de Pitanga, João Gonçalves Padilha(Jango). Também costurou para primeira-dama Everly. E aliás, sempre foram boas amigas, apesar do meu pais ser MDB e o prefeito Arena.

O BRASIL PRIMEIRO

Via Facebook em
 
NILO COELHO

Durante o regime militar de 1964-1985 a medida provisória chamava Decreto-lei e trancava a pauta do Congresso quase da mesma forma que é hoje. E a Arena, depois o PDS forçavam a votação de projetos de interesse do Governo com a mesma fúria que os republicanos dos EUA no momento de tomar medidas antipovo, ou totalmente impopulares.
E duas eram extremamente importantes para a base pede...ssista do Governo Figueiredo(1979-1985). O líder governista quebrando hierarquia e protocolo quis impor ao presidente do Senado Nilo Coelho a colocação em pauta do DL 2065. O presidente reagiu, ponderando que não havia acordo e que a proposição necessitava de reparos.
Marchezan disse que o presidente era do PDS e que não entendia aquela "obstrução" da pauta pelo presidente.
Visivelmente emparedado Nilo Coelho devolveu"não sou presidente do Congresso do PDS, sou presidente do Congresso do Brasil'. Emendou outra ponderação e finalizou dizendo "Se eu não lhes dissesse isto hoje, eu morreria".
Menos de dois meses depois Nilo Coelho faleceria, mas sem se dobrar à arrogância do líder do PDS.

SANTIAGO

 
INDIGNADO, TRISTE, DE LUTO MESMO.
A MORTE DE SANTIAGO ANDRADE,
MESMO PARECENDO NUM CONTEXTO
DISTANTE, CALOU FUNDO NA ALMA.
É UMA FAMÍLIA SEM SEU LÍDER, A
BAND SEM UM GRANDE PROFISSIONAL
ALÉM DE SER MAIS UM SINTOMA DA
BARBÁRIE QUE ASSOLA NOSSO PAÍS.