49 ANOS HOJE
Uma missa hoje à noite na Igreja do Água Verde celebra 49 anos do casamento dos meus pais. É as 19h30.
Hoje André Murbach e Alba de Mello completariam(completam vai, mas não os vemos neste plano) 49 anos de casados. Seria uma festa e tanto, apesar do "jeitão" econômico do Seu André. Mas ele se foi em 29 de agosto de 1987, 15 dias antes de emplacar 52. A mãe, como se sabe, nos deixou... no dia 28 de fevereiro de 2014, 5 meses e meio antes de completar 80.
Tentei imaginar a festa, os dois, o pai era desajeitado pra dançar, mas não fugiria da raia. Meu irmão Cristiano tocaria alguma música pra eles e o Rodrigo acompanharia, por certo. Minha irmã quem sabe aparecesse, por causa do pai.
A mãe iria lembrar ele cantando "Reloy" no ouvido dela. O pai era capaz de cantar uma do Raul, pra me zoar(eu não preciso ler jornais...) e um monte de coisas do Nelson Gonçalves.
Também ia rolar um rodeio. O pai era especialista em montar em porco. Tava contando piada de português e aparecia seu Manoelito da padaria, ia zoar preto e tinha que mudar o fim da piada porque o juiz da cidade chegou na roda e era negrão. Fora as piadas de polaco numa família cheia de poloneses, romenos, ucranianos. Mas o bom humor sempre superou a ranzinzice politicamente correta de quem leva tudo a mal(por trás).
Dos meus guardados eu ira resgatar as poesias que fiz pra eles e rolaria uns banners com fotos e as frases da gente que a mãe cuidadosamente anotou.
Provavelmente seria no Paraná Clube onde fomos sócios durante longos anos.
Uma missa na Santuário do Sagrado Coração de Jesus também seria um encontro marcante.
E seria possível juntar muitos sobrinhos, primos, o irmão da mãe, os irmãos do pai ainda vivos.
A mãe ligaria pra madrinha Sílvia pra parabenizar pelo aniversário e diria algo como "quantas rosas hoje? Parabéns por mais uma primavera".
Antes, durante e depois da festa ia rolar um truco básico entre os Murbach. Com um bate-papo sobre política pelo meio.
A mãe provavelmente distribuiria lembrancinhas de crochê que ela mesma fez.
Como eu não sou de aço e amo foto tiraria centenas de fotografias durante a festa.
Lembraríamos do André Júnior que não pode trilhar o caminho conosco e deixou uma lacuna bem grande no coração da mãe.
Pra alguém a mãe contaria que a filha que perdeu aos 5 meses de gravidez em 1975 já tinha nome Haydée Marina. E pode ser que fosse com A direito pra combinar com a Andréia Morena e a tia Ana Morena. Iniciais AMMM.
Eu e o Cris somos exceções C e J. Na família AM nós somos os ...(TROFÉU JOJÔ GARANTINDO AGORA) FM rock'n roll crazy.
Neste sonho de mundo perfeito viriam meus primos de Maringá, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Miami, Londres, Lapa, Rio Negro, Guaraniaçu, Catanduvas e tantos outros lugares.
Mas, amigos, a festa foi transferida de lugar. É direto no céu. Tenho certeza que é por conta do Júnior, com coral de anjos e com os espíritos maravilhosos de todas as famílias que nos trouxeram até aqui.
Tempos atrás comecei a atualizar a genealogia da mãe e num site de pesquisa começou a rolar um monte de dados sobre a família do pai. Resultado, as 4 famílias que vemos na certidão de nascimento passam de 80 nos últimos 5 séculos.
E essa turma de vovôs , invisíveis pra nos desde sempre deve estar saudando seu André e Dona Alba cada umna sua língua, no seu dialeto, mas todos dizendo "ANDRÉ E ALBA QUE A FELICIDADE DE VOCÊS SEJA ETERNA".
Uma missa hoje à noite na Igreja do Água Verde celebra 49 anos do casamento dos meus pais. É as 19h30.
Hoje André Murbach e Alba de Mello completariam(completam vai, mas não os vemos neste plano) 49 anos de casados. Seria uma festa e tanto, apesar do "jeitão" econômico do Seu André. Mas ele se foi em 29 de agosto de 1987, 15 dias antes de emplacar 52. A mãe, como se sabe, nos deixou... no dia 28 de fevereiro de 2014, 5 meses e meio antes de completar 80.
Tentei imaginar a festa, os dois, o pai era desajeitado pra dançar, mas não fugiria da raia. Meu irmão Cristiano tocaria alguma música pra eles e o Rodrigo acompanharia, por certo. Minha irmã quem sabe aparecesse, por causa do pai.
A mãe iria lembrar ele cantando "Reloy" no ouvido dela. O pai era capaz de cantar uma do Raul, pra me zoar(eu não preciso ler jornais...) e um monte de coisas do Nelson Gonçalves.
Também ia rolar um rodeio. O pai era especialista em montar em porco. Tava contando piada de português e aparecia seu Manoelito da padaria, ia zoar preto e tinha que mudar o fim da piada porque o juiz da cidade chegou na roda e era negrão. Fora as piadas de polaco numa família cheia de poloneses, romenos, ucranianos. Mas o bom humor sempre superou a ranzinzice politicamente correta de quem leva tudo a mal(por trás).
Dos meus guardados eu ira resgatar as poesias que fiz pra eles e rolaria uns banners com fotos e as frases da gente que a mãe cuidadosamente anotou.
Provavelmente seria no Paraná Clube onde fomos sócios durante longos anos.
Uma missa na Santuário do Sagrado Coração de Jesus também seria um encontro marcante.
E seria possível juntar muitos sobrinhos, primos, o irmão da mãe, os irmãos do pai ainda vivos.
A mãe ligaria pra madrinha Sílvia pra parabenizar pelo aniversário e diria algo como "quantas rosas hoje? Parabéns por mais uma primavera".
Antes, durante e depois da festa ia rolar um truco básico entre os Murbach. Com um bate-papo sobre política pelo meio.
A mãe provavelmente distribuiria lembrancinhas de crochê que ela mesma fez.
Como eu não sou de aço e amo foto tiraria centenas de fotografias durante a festa.
Lembraríamos do André Júnior que não pode trilhar o caminho conosco e deixou uma lacuna bem grande no coração da mãe.
Pra alguém a mãe contaria que a filha que perdeu aos 5 meses de gravidez em 1975 já tinha nome Haydée Marina. E pode ser que fosse com A direito pra combinar com a Andréia Morena e a tia Ana Morena. Iniciais AMMM.
Eu e o Cris somos exceções C e J. Na família AM nós somos os ...(TROFÉU JOJÔ GARANTINDO AGORA) FM rock'n roll crazy.
Neste sonho de mundo perfeito viriam meus primos de Maringá, Ponta Grossa, Londrina, Cascavel, Miami, Londres, Lapa, Rio Negro, Guaraniaçu, Catanduvas e tantos outros lugares.
Mas, amigos, a festa foi transferida de lugar. É direto no céu. Tenho certeza que é por conta do Júnior, com coral de anjos e com os espíritos maravilhosos de todas as famílias que nos trouxeram até aqui.
Tempos atrás comecei a atualizar a genealogia da mãe e num site de pesquisa começou a rolar um monte de dados sobre a família do pai. Resultado, as 4 famílias que vemos na certidão de nascimento passam de 80 nos últimos 5 séculos.
E essa turma de vovôs , invisíveis pra nos desde sempre deve estar saudando seu André e Dona Alba cada umna sua língua, no seu dialeto, mas todos dizendo "ANDRÉ E ALBA QUE A FELICIDADE DE VOCÊS SEJA ETERNA".
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