quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

AS BANDEIRAS ESQUECIDAS DE CURITIBA

Josiliano De Mello Murbach · 25 de maio de 2014
AS BANDEIRAS ESQUECIDAS DE CURITIBA

As manifestações de junho passado tinham de 1000 a 2000 pessoas; as greves em Curitiba tem de 300 a 1000 manifestantes, dependendo da Categoria; a manifestação pró 1964 teve 80, contra a Dilma 200; contra a Copa não reuniu 150. E a Marcha da Maconha algo entre 1000 e 1500. Ou seja, a capital paranaense não dá quórum.
Nenhuma causa botou pelo menos 1% do povo n...as ruas(20000 habitantes locais ou 32000 se pensarmos em termos metropolitanos). Sinal de que as "grandes bandeiras" são iguais aos partidos que temos: personalistas, representativas de minorias, de interesses particularíssimos( sejam eles de gente mimadíssima ou " casca grossa").
Mais pra catarses coletivas e exorcismos de fantasmas pessoais(como na Marcha das Vadias, ou da Maconha) do que uma ação política verdadeira, íntegra e consequente.
Traduzindo em letra miúda: não temos líderes de grandes causas, não temos movimentos importantes e não servimos mais de termômetro das liberdades.
Nos apequenamos diante da violência, da chuva, da fraqueza das instituições, da absoluta falta de nacionalismo, patriotismo, civismo e até de um tosco partidarismo, que diga respeito ``a maioria do momento.
Preferimos a militância virtual, com o traseiro comodamente instalado na cadeira do micro, ou o tablet dorminhoco no sofá, ou a mensaginha via celular pra rádio enviada antes do sagrado sono das tardes de domingo.
Os sintomas mostram, queiramos ou não, que seremos manipulados outra vez e faremos nas urnas de outubro o de sempre: escolheremos os menos ruins, os com algum arremedo de representatividade, com uma aparente causa a defender. Na verdade o futuro Congresso é mais do mesmo.
Permaneceremos nesta atitude acrítica até o próximo desastre politico, que nada tem a ver com golpes, ditaduras, mas com a eleição de outro Sassá Mutema, outro Odorico, outro Salvador da Pátria, que dez minutos depois do discurso de posse se vende a alguns lobbies e abandona o alegado projeto de melhorar saúde, educação, ciência, tecnologia, inclusão social e nos inferniza por 4 ou 8 anos.
Pra melhorar: voto distrital, parlamentarismo com possibilidade de dissolução do Congresso e queda do gabinete... Até quando? Até o momento que todos entendam que a democracia depende da submissão do Executivo á vontade popular que o constituiu pelo voto, de um Legislativo representativo e verdadeiramente fiscalizador,- mas não menos comprometido com as prioridades sociais- e um Judiciário ágil e vigilante no cumprimento e na defesa da Constituição.
Utopia pra quem quiser lutar por um país melhor nos próximos 100 anos.

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