Publicado por Josiliano De Mello Murbach · 10 de maio de 2014 via Facebook
DIA DAS MÃES
Amanhã é dia das mães. O primeiro que eu não vou dar um CD clássico de MPB pra mãe. O primeiro que o meu mano não vai almoçar aqui. O primeiro que eu não vou ouvir "se cuida filhão" se for jogar basquete na Oswaldo.
Mas penso que o bom da vida são os melhores momentos e eu tive privilégios imensos: muita conversa, muitos sonhos compartilhados, muitas histórias de família, um colo aos ...46, antes dela operar o coração a última vez.
Sei que a falta vai doer, que não tenho uma grande mulher ao meu lado e dificilmente terei filhos e uma mãe pra eles, mas não desisto. Continuo tentando ser só eu: amigo dos amigos, um tio que escuta e, se puder, um irmão que protege .
Mas o Cris e a Morena tem seus mundos, suas histórias. A minha, queira ou não, eu recomeço neste 11 de maio.
Ontem foi a primeira vez que eu saí, depois de 28 de fevereiro de 2014. Senti vontade jogar bola com a turma. E foi bom, encontrar amigos, correr, vibrar com um gol. Nem ligar pros 13 a 9. Voltar pra vida assim me refez.
Mas descobri também que o meu problema é o problema de outro colega , que também perdeu a mãe no último ano evidenciou um pouco de egoísmo meu.
Lembrei de alguém que disse numa das centenas de palestras que assisti: pra mim o meu problema é o maior do mundo, mas o vizinho da frente, do lado também tem seus maiores problemas do mundo pra cuidar.
Então, abra-se, apoie, pois quem sabe você saiba indicar o médico pra curar o filho do vizinho da frente, ouvir o vizinho solitário do lado, colocar um sorriso nos lábios da vizinha da esquina.
Então é isso. Agora quero ver, ouvir, sentir, tocar meus amigos e amigas. Mas antes, com licença, tenho que dizer Bença mãe, bom dia das mães e o meu amor eterno. Josi.
Amanhã é dia das mães. O primeiro que eu não vou dar um CD clássico de MPB pra mãe. O primeiro que o meu mano não vai almoçar aqui. O primeiro que eu não vou ouvir "se cuida filhão" se for jogar basquete na Oswaldo.
Mas penso que o bom da vida são os melhores momentos e eu tive privilégios imensos: muita conversa, muitos sonhos compartilhados, muitas histórias de família, um colo aos ...46, antes dela operar o coração a última vez.
Sei que a falta vai doer, que não tenho uma grande mulher ao meu lado e dificilmente terei filhos e uma mãe pra eles, mas não desisto. Continuo tentando ser só eu: amigo dos amigos, um tio que escuta e, se puder, um irmão que protege .
Mas o Cris e a Morena tem seus mundos, suas histórias. A minha, queira ou não, eu recomeço neste 11 de maio.
Ontem foi a primeira vez que eu saí, depois de 28 de fevereiro de 2014. Senti vontade jogar bola com a turma. E foi bom, encontrar amigos, correr, vibrar com um gol. Nem ligar pros 13 a 9. Voltar pra vida assim me refez.
Mas descobri também que o meu problema é o problema de outro colega , que também perdeu a mãe no último ano evidenciou um pouco de egoísmo meu.
Lembrei de alguém que disse numa das centenas de palestras que assisti: pra mim o meu problema é o maior do mundo, mas o vizinho da frente, do lado também tem seus maiores problemas do mundo pra cuidar.
Então, abra-se, apoie, pois quem sabe você saiba indicar o médico pra curar o filho do vizinho da frente, ouvir o vizinho solitário do lado, colocar um sorriso nos lábios da vizinha da esquina.
Então é isso. Agora quero ver, ouvir, sentir, tocar meus amigos e amigas. Mas antes, com licença, tenho que dizer Bença mãe, bom dia das mães e o meu amor eterno. Josi.
Josi, você é lindamente poético
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