quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MARQUETEIROS RÁPIDOS X ADMINISTRADORES LENTOS

MARQUETEIROS RÁPIDOS X ADMINISTRADORES LENTOS
Ronaldo Nazário treinava no Flamengo, namorava o Flamengo, queria o Flamengo, mas foi a um jantar com um diretor do Corinthians mais o Andrés Sanchez e logo depois era atleta do Timão; Alan Kardec fez o nome no Palmeiras, foi o grande atleta diferenciado dos verdes na campanha da série B, muitas vezes ofuscou Valdívia e Fernando Prass e num fim de sema...na virou atleta do São Paulo.
O que pode ter acontecido nos dois casos é simples: o dirigente comum, que vive o dia no clube não tem a percepção de que o atleta, especialmente aquele que é definido como craque, tem um enorme mercado, , um potencial infinito em termos de marketing , a explorar fora dos muros do clube.
Filho feio não tem pai, mas atleta de ponta não tem preconceito. O que guia 95% deles é o melhor acordo comercial e financeiro(é a profissão deles, a carreira é curta, o dinheiro fala muito alto).
Óbvio que temos exceções como Marcos do Palmeiras, Rogério Ceni do São Paulo, Alessandro do Corinthians, Alex do Coritiba, Zico do Flamengo, mas estes vincularam seus nomes desde sempre aos clubes que os consagraram.
Também entra aí uma certa capacidade de fazer bons acordos financeiros. Estes atletas citados cresceram junto com o clube e foram responsáveis por grandes conquistas.
Mas na média os atletas são sempre sensíveis ao assédio de um bom projeto de marketing e estão prontos a deixar administradores lentos falando sozinhos.
Se fossem espertos de verdade os cartolas garantiam bons pacotes às jovens estrelas e dificultariam a mudança de clube. Se Vitinho logo depois da primeira conquista com o Botafogo tivesse um salário de R$ 100.000,00 , participação nas vendas de camisas, uma parcelinha do patrocínio e direitos de imagem pagos em dia seria difícil tirá-lo do Glorioso. Mas a visão do dirigente lento, sem visão de futuro é de que mesmo o superatleta é um funcionário do clube que tem que ganhar R$ 5.000,00 por mês e se sujeitar à vontade do cartola.
Basta a ligação de uma pessoa confiável no celular do jogador pra esta política de sujeição ir por terra. E como promessas não precisam ser mirabolantes pra ser boas basta dobrar o salário e oferecer algumas regalias para tornar o futebol brasileiro mais pobre, levando pra Europa, algumas vezes pro Japão, jóias que serão lapidadas por outros ourives. Algumas delas nos enfrentarão na Copa, com as camisas de outras seleções. Via Facebook em 29 de abril de 2014

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