quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

UMA RELES DISPUTA DE PODER

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Já tivemos uma idéia diferente sobre políticas e políticos. Nos anos 1980 parecia uma atividade dignificante, pela qual era possível promover transformações sociais relevantes.
Os "malucos" que queriam cobrir política tinha o dever de estudar Ciência Política, um pouco de Economia, muito de História e alguns campos do Direito, especialmente Constitucional. Tivemos a volta de e...leições, paulatina e gradativamente entre 1982 e 1989.
No final dos anos 1980 veio a constituinte e afloraram os grandes ideais nacionais. Propostas interessantes e inovadoras foram alijadas da "Lei Maior". Hoje elas voltam como se fossem novidade, mas com um propósito claramente golpista.
É o caso das chamadas cláusulas de barreira; partidos no poder querem poucos partidos, pra controlar mais fácil a bancada, pras concessões serem menores e o número de pessoas empoderadas ínfimo.
Outra sandice é a lista fechada partidária. A ideia é todo poder às Executivas dos partidos, que escalam quem quiserem. Isto esconderia dezenas de políticos corruptos, ou seus substitutos imediatos(filhos, sócios, esposas)
Na atual eleição presidencial vivemos uma derivação trágica das disciplinas a estudar. Temos , para o bom exercício do Jornalismo, que compreender minimamente a legislação criminal, não só no aspecto ético, na discussão do certo e do errado, mas da letra morta da lei, já que os principais candidatos ao Planalto são pesadamente acusados, ora por crimes de gestão(como Aécio no caso do mensalão tucano), ora por conivência e acobertamento (Dilma substituiu José Dirceu na Casa Civil), ora por inaugurar obras inacabadas e exceder os limites de endividamento do Estado(caso de Eduardo Campos).
Gostaria que a campanha fosse propositiva e limpa, mas queda óbvio que teremos mais um embate de poucas ideias e muita boataria.
Rezo, seja quem for o leito, que tenha uma oposição à altura, já que este é o melhor meio de controle do Estado à disposição numa democracia.
Como cidadão já começo a me divertir, pois vejo gente de "partidos de esquerda" implorar apoios conservadores, sinal inequívoco de que não teremos um embate de programas, mas uma reles disputa de poder. E que à revelia do discurso reformista a decisão de quem ocupará a chefia do Executivo se dará como nos velhos tempos. Via Facebook em 3 de maio de 2014.

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